segunda-feira, 12 de maio de 2014

ELEIÇÕES EUROPEIAS – VOTAR É UM DEVER CÍVICO
No próximo dia 25 de Maio, os Cidadãos Comunitários vão ser chamados a votar para elegerem os Deputados que vão integrar o Parlamento Europeu. É um acto Eleitoral da maior importância para todos os Países que compõem a UE, em especial para nós porque estamos vivendo uma austeridade pesadíssima, face à dívida contraída junto da Troika e da restante dívida que tem o Estado.
Essa dívida (78 mil milhões de euros) só daqui a três décadas, 2042, é que nos veremos livre dela. Uma geração inteira terá de carregar o pesado fardo da dívida do Estado. É caso para perguntar: Aguentará?
Segundo um artigo publicado na Visão, a dívida do Estado de 162,5 mil milhões de euros em 2010, passou para 213,6 mil milhões em 2012. Actualmente o Estado desembolsa 7 mil milhões de euros só em juros da dívida. Quase tanto como gasta na Saúde. Desde que a crise começou em 2007, Portugal já pagou 41 mil milhões de euros em Juros – um valor idêntico ao que a Alemanha poupou, com a redução dos juros da sua própria dívida, olhada como um refúgio “seguro” à medida que as Taxas dos Países sob pressão – Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Itália – disparavam. Desse montante, mais de 4 mil milhões voaram directamente para os Bolsos da Troika.
A Visão questiona os seus Leitores: Mas, afinal, porque cresceu a dívida, nestes três anos? Seremos capazes de pagá-la’ Ou, devemos renegociá-la? Cada um deverá construir a sua própria resposta. É um exercício difícil, mas na verdade ninguém nos dá explicações.
São estes e outros problemas que pesam nas costas dos Portugueses, que esperamos que possam ser resolvidos pelo Governo, com a contribuição dos Deputados Europeus, nas áreas que lhes estão cometidas face ao conteúdo do Tratado da União Europeia.
É uma das matérias mais importantes da próxima legislatura da União Europeia, ou seja a resolução da forma de pagamento das dívidas dos Países membros, reformulando o actual Tratado, minimizando os custos de forma a proporcionarem aos seus cidadãos um desenvolvimento sustentável, assente num crescimento económico equilibrado, promovendo se possível, o pleno emprego e o progresso social.
A União tem por objectivo promover a paz, os seus valores e o bem-estar dos seus povos, por isso é de todo o interesse que os Cidadãos utilizem, como arma de luta reivindicativa o voto, para que os Eleitos possam pugnar pelo bem-estar de todos os Cidadãos da Comunidade.
Votar é um dever cívico, consignado na Constituição, fruto de uma Democracia nascida em 25 de Abril de 1974, que nos tornou num Povo livre das amarras da ditadura por que passamos.
A Campanha Eleitoral começou hoje, os Partidos e Coligações vão estar por aí, vão apresentar os seus Programas e nós devemos ouvi-los, ler e meditar nas suas propostas e no dia 25 resta-nos votar em consciência.
Siripipi-Alentejano






sexta-feira, 9 de maio de 2014

TROIKA PARTE E A AUSTERIDADE VAI CONTINUAR
        Os Portugueses nestes três últimos anos sofreram na pele as exigências da Troika, impostas pelo programa de assistência financeira, acrescidas de outras medidas que o Governo quis implementar, tornando-se mais Trokistas do que os senhores da Troika.
      O Governo pretende no próximo dia 17 de Maio reunir extraordinariamente o Conselho de Ministro para “festejarem” o fim do programa de assistência financeira.
O que é que pretendem festejar? Sim, é verdade, querem festejar a Pobreza, os Cortes de Salários, os Cortes de Pensões e Reformas, enfim, festejarem a Miséria do nosso Povo, festejar o Desemprego que cada vez é maior, festejar o êxodo da nossa Juventude que procura no Estrangeiro, por os conhecimentos adquiridos nas nossas Universidades, pagas por dinheiros públicos, ao serviço de outros Países.
Onde estão as perspectivas de futuro? Serão estas pseudo perspectivas que estão a celebrar? Será que para Passos Coelho e Paulo Portas é este o seu 25 de Abril? Não, isto é uma traição aos Capitães de Abril.
A presença da Troika em Portugal, nestes três últimos anos, foi um despudor, uma vergonha e um atentado à nossa soberania e à nossa democracia.
Foram três anos a retalhar as Famílias impondo-lhes a emigração, a retalhar empregos e serviços do Estado e agora vem com palavrinhas mansas dizer que a recuperação já está em marcha, que melhores dias vão vir, que vai já em 2015 repor salários, reformas e pensões que já tinham sido espoliadas, que vai baixar o IRS.
O programa de assistência acaba, mas os sacrifícios continuam. Já a partir de agora e no próximo ano, vamos ter uma austeridade adicional de cinco mil milhões de euros. Ao mesmo tempo, ficamos a saber por um membro do Governo que Portugal está na iminência de perder muitos milhões de euros de fundos comunitários porque a Ministra das Finanças não desbloqueia a contrapartida Nacional.
Portugal encontra-se numa situação difícil, com a tragédia social que vive, com o fraco investimento que tem, não pode perder aqueles cinco mil milhões de euros para investimentos, para dinamizar a economia e criar postos de trabalho.
A DEO - Documento  de  Estratégia Orçamental contém medidas que não são mais do que uma tentativa para enganar os Portugueses, vêm aí mais cortes, mais austeridade, mais encerramentos de Escolas, Centros de Saúde, Tribunais e redução de Funcionários.
O Povo que tem sofrido e vai continuar a sofrer com os devaneios destes politiqueiros, tem a obrigação de começar a pensar a melhor forma de os substituir, todavia, a decisão que vierem a tomar deve ser bem ponderada e não ir na conversa deles, quem neles votar, não venham depois queixar-se.
Aproximam-se as Eleições para o Parlamento Europeu, é a melhor altura para o Povo demonstrar o seu estado de espírito, dando-lhes apoio ou penalizando-os com seu voto.
Portugal necessita de um Governo que acabe com a austeridade, que implemente políticas económicas geradoras de riqueza e de postos de trabalho e que acabe com as assimetrias sociais.

Siripipi-Alentejano

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º. DE MAIO – DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR

         A comemoração do 1º. de Maio em Portugal, só se tornou possível com a revolução dos Cravos, mas importa  referir a razão que levou  todo o Mundo à celebração desta efeméride.
         A história do movimento operário internacional está recheada de acontecimentos e datas extremamente importantes. O 1º. De Maio assume, indiscutivelmente, particular relevo e o mais profundo significado histórico.
         A este dia estão intimamente ligados muitas das maiores e mais exaltantes jornadas e movimentações de luta da classe operária, que, com sofrimento, coragem e determinação, demonstrou claramente o quanto é capaz a vontade colectiva dos trabalhadores para melhorar as suas condições de vida e de trabalho, vencer injustiças e desigualdades sociais, mudar mentalidades, transformar as sociedades e pôr fim à exploração do homem pelo homem.
De todos os dias Feriados ou comemorativos reconhecidos pela Lei Portuguesa, o 1º. de Maio é aquele cuja celebração oficial é mais recente. O seu reconhecimento oficial remonta a 1974, altura em que, na sequência dos acontecimentos do 25 de Abril, se comemorou legalmente, após longos anos de proibição, e pela primeira vez este dia foi dedicado à celebração política da conquista histórica de importantes direitos dos trabalhadores e das suas lutas desenvolvidas a nível internacional.
         Importa referir que o regime que vigorava antes de 25 de Abril de 1974  proibia as manifestações relacionadas com o 1º. de Maio pelo carácter de contestação política que sempre esteve relacionado com esta data. Mesmo assim, ao longo das décadas de 50 e 60, nomeadamente no Alentejo e nos grandes centros urbanos, foram levadas a cabo manifestações de protesto no 1º. de Maio, com os objectivos, entre outros, de impor a jornada de luta de oito horas de trabalho diário, de conseguir melhores salários e soluções para o problema da guerra colonial.
 No 1º. de Maio de 1974, realizaram-se um pouco por todo o País, grandes manifestações comemorando o dia do trabalhador e apoiando as novas autoridades e as transformações políticas recentemente introduzidas na sociedade portuguesa.
         Na maior de todas as manifestações, a realizada em Lisboa, contou com a presença de exilados políticos recentemente regressados do estrangeiro. Entre eles estavam Mário Soares e Álvaro Cunhal que iriam desempenhar um papel muito importante no desenvolvimento da acção política dos anos pós 25 de Abril.
         Esta é a história do primeiro de Maio em Liberdade, mas importa lembrar aos mais novos, aos que nasceram depois de 25 de Abril de 1974 e viveram sempre num regime Democrático, que a vida dos seus progenitores foi bastante difícil e recheada de percalços quase intransponíveis.
          As origens históricas da comemoração do 1º. de Maio remontam ao século XIX. Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago. Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas e nesse mesmo dia teve início uma greve geral, seguindo-se outras manifestações e formas de luta que levaram ao lançamento de uma granada, por desconhecidos, para o meio da força policial matando sete agentes. A polícia abriu fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas de manifestantes.
         Estes acontecimentos, divulgados pela imprensa de todo o Mundo industrializado da época, marcaram o início da luta generalizada pelas oito horas de trabalho diário.
         A 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar, anualmente, uma manifestação com o objectivo de lutar pelos direitos dos Trabalhadores.
         O drama vivido em Chicago marcou negativamente as manifestações do 1º. de Maio, levou que a Internacional Socialista de Bruxelas proclamasse esse dia como o Dia Internacional das Reivindicações de Condições Laborais.
         Não quero terminar o historial do 1º. de Maio sem prestar a minha homenagem e admiração aos “Mártires de Chicago” e da luta de gerações de revolucionários, muitos sacrificando-se e pondo a sua vida em risco, lutaram contra a exploração, tendo como único objectivo o bem-estar de todos os trabalhadores e na intenção de lutar por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.
VIVA O 1º. DE MAIO  E A TODOS OS TRABALHADORES DO MUNDO
Siripipi-Alentejano
Campo Maior, 1 de Maio de 2014