terça-feira, 27 de novembro de 2012

PASSIVIDADE DAS AUTORIDADES OU DUALIDADE DE CRITÉRIOS


A insegurança e os atos de Vandalismo continuam a ser o dia-a-dia dos Campomaiorenses e as Autoridades aqui sediadas são, nalguns casos, de uma extrema passividade face aos acontecimentos que surgem e por vezes existe dualidade de critérios nas suas ações.

Ainda não há muito tempo que publiquei um artigo dedicado a este tema e como cidadão livre de um País que se diz democrático, manifestei o meu desagrado e apelei ao bom senso dos meus conterrâneos e dos que detêm o poder, para de uma vez por todas erradicarem da nossa Terra, os inimigos do alheio, os que recebendo todos os subsídios (reintegração e rendimento mínimo) sem nunca terem trabalhado e roubando indiscriminadamente, vivem melhor que os cidadãos que sempre pagaram os impostos, auferindo salários baixos ou reformas de miséria.

Esta semana, no regresso do Cemitério, umas Senhoras foram saqueadas por jovens de etnia cigana (conhecidos das Autoridades) a quem roubaram as malas com dinheiro, ouro e documentação, fugindo para o seu Gueto (Mártir Santo).

È de lamentar que as Autoridades depois de terem recebido a respetiva queixa com a competente identificação dos prevaricadores, não tenham feito absolutamente nada, alegando que só em flagrante é que poderão atuar.

Ao que chegou o nosso País! A nossa Terra, ao longo dos anos, tem sido mais madrasta do que Mãe, sempre acolhemos os que se quiseram integrar na nossa comunidade, aceitando a nossa forma de viver, as nossas regras, os nossos usos e costumes sem olharmos a raças, a credos ou à cor da pele, os que veem por bem são recebidos com urbanidade e com o espírito de hospitalidade de que os Campomaiorenses estão imbuídos.

A insegurança é uma constante, hoje os nossos idosos já não podem circular livremente em paz, sujeitam-se a assaltos na via pública ficando privados dos seus bens, muitos deles têm ficado sem as suas reformas depois de as terem recebido nos CTT.

Apetece-me perguntar! Onde estão as Autoridades? Será que a GNR de Campo Maior só serve para autuar os automobilistas legalizados quando estacionam mal, ou têm alguma anomalia na viatura ou se esquecem da documentação! Os Cidadãos de Etnia Cigana conduzem viaturas degradadas sem inspeção, sem carta de condução, sem seguro e não são mandados parar, nem são autuados.

É tempo de todos os Cidadãos, em conformidade com a nossa Constituição, serem tratados da mesma maneira, uma vez que as Leis se aplicam a todos por igual ou será que as Autoridades pagas por todos nós, têm medo deles ou recebem ordens específicas para não os autuarem? Mal de nós se for assim! A Lei instituída aplica-se a todos da mesma maneira!

Além dos roubos, começaram a surgir novos atos de vandalismo e esses poem em causa o nosso património municipal, basta as atrocidades cometidas nas Muralhas do Castelo, no Mártir Santo, para agora se virarem para equipamentos urbanos.

Basta, é tempo de dizer Basta, é tempo de deixarmos de ser pessoas de brandos costumes, de deixarmos a passividade e unidos civicamente, manifestar e exigir ao Presidente da Câmara que a insegurança e o vandalismo sejam erradicados de Campo Maior e que as Autoridades exerçam a competência que em matéria de segurança lhes está cometida.

Campo Maior, 27 de Novembro de 2012

Siripipi-alentejano



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

EM TEMPO DE CRISE AUTARQUIAS DEVERIAM REDUZIR TAXAS

A crise instalou-se e a austeridade, a qualquer preço, radicalizou a vida política e social do País. Para o Governo tornou-se imperioso impor aos Portuguesas medidas drásticas que culminaram numa maior discriminação social, em que os Pobres vão continuar a ser mais pobres e os Ricos cada vez mais Ricos.


As medidas tomadas retiram os Subsídios de Férias e de Natal dos Funcionários Públicos do ativo que vão sofrer um corte equivalente a um subsídio, enquanto os Pensionistas e Reformados perderam-lhes o direito. É mais uma discriminação deste Governo, uma vez que se esqueceram que existem direitos adquiridos que não podem ser usurpados, direi mais roubados.

A aprovação do O.E. para 2013, com a inclusão de regras impostas pela famigerada TROIKA, vão contribuir para um maior agravamento da já dura vida dos Portugueses, estas medidas vão tornar-se insuportáveis e têm como consequência “uma polarização da vida política e uma agudização das tensões sociais”.

O OE vai trazer-nos um novo IMI, este mais penalizador, face à atualização dos valores patrimoniais dos prédios rústicos e urbanos. Esta atualização com a aplicação das Taxas, fixadas arbitrariamente pelas Câmara Municipais (Prédios Rústicos…até 0,8; Prédios Urbanos…até 0,5; Prédios Urbanos avaliados pelo CIMI…0,2) e a Derrama…até 1,5% sobre o rendimento das empresas. As Assembleias Municipais sobre proposta das Câmaras fixam as suas taxas até ao limite destes fatores.

Na vigência da Contribuição Predial a taxa incidia sobre o Rendimento Coletável e não sobre o Valor Patrimonial, esta é que é a diferença!

O IMI é uma receita própria das Autarquias, os valores a cobrar vão ser de tal ordem, que a maioria delas não sabe qual vai ser a sua grandeza.

Há algumas Câmaras que já se aperceberam desses valores e estão pensando reduzir as suas Taxas Fiscais. Essa redução de Taxas seria uma espécie de “choque fiscal positivo” com especial incidência no Imposto sobre Imóveis (IMI) e na Derrama, a partir do próximo dia 1 de Janeiro.

No seguimento desta medida politica, todas as pequenas e médias empresas a operar no nosso Município, tal como os empresários em nome individual que apresentem em sede de IRC um volume de negócios inferior ou igual a 150 mil euros, não iriam pagar Derrama em 2013.

Por outro lado, os prédios avaliados pelas novas regras do IMI, terão uma tributação de apenas 0,35 %, o que implica uma redução de 12,5% face ao corrente ano.

Com estas alterações, o nosso Executivo dava um sinal de solidariedade e esperança à população, numa época de grandes dificuldades económicas para as famílias do Concelho.

Como não desempenho qualquer cargo em Órgãos Deliberativos para os propor, faço-o como simples Eleitor, na esperança que alguém dos Eleitos leia este trabalho e os mova a sugerir ao nosso Executivo para bem de todos os Campomaiorenses.

Campo Maior, 11 de Outubro de 2012

Siripipi-Alentejano

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

QUEM SE RESPONSABILIZA PELA LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DOS RIOS E DOS RIBEIROS

Em Junho de 2008 escrevi um artigo intitulado desobstruir as suas margen“Caia, Xévora e Abrilongo – Quem manda limpar e s” apelando a quem de direito para que procedessem a esses trabalhos.


Na altura, a nova Lei da Água, aprovada pela Lei nº. 58/2005, obrigava os proprietários ou possuidores de parcelas de leitos e margens de linhas de água, nas frentes particulares e fora dos aglomerados urbanos, para procederem à limpeza e desobstrução das linhas de água, leitos, margens e retirada de materiais acumulados.

As ações de limpeza e desobstrução servem para consolidarem as margens, protegendo-as contra a erosão e as cheias. Aquele diploma determinava que os utilizadores de parcelas privadas nos leitos e margens públicas, bem como as entidades privadas que exerçam jurisdição sobre elas, devem mantê-los em bom estado de conservação, procedendo à sua limpeza e desobstrução. devem mantê-los em bom  No caso dos privados, o não cumprimento daquelas diretrizes, implicava o levantamento de um processo de contraordenação e ao pagamento das despesas realizadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, para a concretização dos trabalhos.

Há dias passei na ponte da Amoreirinha e verifiquei que o Rio está completamente obstruído, não se conseguindo vislumbrar por onde passa o leito, é um autêntico matagal. Esta situação chamou-me a atenção e resolvi verificar “in loco” noutros locais. Na verdade, quer o Rio Caia, quer o Abrilongo e o Xévora estão com um grau de obstrução enormíssimo, o mesmo sucede com os Ribeiros. No Ribeiro das Choças o canavial é tão denso, que vai pouco-a-pouco pelo seu crescimento, ocupando os terrenos adjacentes.

Pelos vistos, todas as linhas de água que atravessam o nosso Concelho, na maioria os seus leitos estão demasiado obstruídos e o matagal existente nas margens faz desviar o seu curso, é o que se passa na ponte do Caia na Amoreirinha e no percurso do Xévora desde o pego das Barrancas até entrar em Espanha.

Não nos podemos esquecer que a natureza criou as linhas de água, os ribeiros, os rios, é óbvio que o fez para servir de escoamento das águas das chuvas para que não haja inundações, por isso devem estar desobstruídas para que o seu principal objetivo seja atingido em toda a sua plenitude.

O Povo costuma dizer: “Vale mais prevenir do que remediar” para referir que muitas das situações catastróficas provocadas pelas chuvas, quando estas são demasiado fortes, devem-se ao fato das linhas de água estarem obstruídas, não permitindo de forma natural, o escoamento das águas provenientes das nascentes e do excesso da chuva e por vezes é o descuido humano e não a natureza, a causadora de grande parte dos prejuízos que se verificam.

Numa análise casuística deste diploma (que não sei se ainda vigora) sou obrigado a reconhecer que a intenção do legislador, era atualizar e unificar o regime jurídico da utilização do domínio hídrico.

A verdade é que ultimamente os possuidores ou proprietários desses terrenos, estão proibidos de limparem as margens e os leitos das linhas de água, sob pena de se sujeitarem a um processo de contra ordenação, é o Ministério de Ambiente e do Ordenamento do Território que assim o determina.

Não tenho nada contra os Ambientalistas, mas na verdade esses Senhores querem impor regras que vão contra os destinos da Natureza, para eles o que conta é preservar algumas espécies da fauna (Cegonhas, Grus, Lontras, Abetardas e outras espécies) como se nunca tivessem existido e procriado ao longo dos tempos. É agora que o vão deixar de fazer?

As cheias transportam tudo e nos lugares obstruídos, a força da água é devastadora, podendo danificar e até destruir as pontes e tudo o que na sua frente existir.

A época das chuvas aproxima-se, não nos podemos esquecer que “Vale mais prevenir do que remediar”.

Ao Estado não basta só legislar e fazer cumprir a Lei, é necessário que quem tem a obrigação de a fazer cumprir, seja o primeiro a dar o exemplo.

Campo Maior, 1 de Outubro de 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

CARGOS POLITICOS - RESPONSABILIDADE CRIMINAL


Há dias li que Valentim Loureiro, Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, iria ser detido em consequência do célebre Processo “Apito Dourado”, a imprensa também comentou, relativamente à Autarca de Felgueiras que fugiu para o Brasil, a perda de mandato e a consequente detenção por crimes de índole política.

Estas notícias, apesar de conterem alguma verdade, não foram mais do que tapar os olhos do Zé Povinho com uma peneira, foram notícias para Inglês ver, proporcionando o aumento de receitas da Comunicação Social, uma vez que tudo ficou na mesma.

O Major continua como Presidente de Câmara e agora defende que a decisão Judicial de perda de Mandato, não vai produzir efeitos porque não diz respeito ao atual Mandato e mais, o processo está à beira de prescrever, ficando impune e com capacidade eleitoral para as eleições Autárquicas de 2013.

Isabel Felgueiras ao aperceber-se que a Justiça a perseguia, descobriu ter uma costela de luso-brasileira, resolveu dar o salto e passou umas merecidas férias nas Praias de Copacabana, porque entre Portugal e o Brasil não existem extradições. Voltou com pompa e circunstância e reatou o seu Mandato!

O Brasil é um eldorado para os criminosos de colarinho alto, direi mesmo que é um paraíso apetecível para quem gosta de estar à margem da legalidade e onde é permitido lavar milhões de euros.

Os casos atrás referidos vão-me servir de exemplo para vos falar de uma matéria legislativa, praticada na maioria dos País ditos Democráticos, que punem criminalmente os atos políticos maléficos para a sociedade, praticados pelos políticos.

A criminalização jurídica dos atos políticos em Portugal está contemplada na Lei nº 34/87, de 16 de Julho, que já foi alterada por três vezes, sendo a última versão, Lei nº 41/2010 publicada em 3 de Setembro (Crimes da responsabilidade de titulares de cargos políticos).

Importa referir que em Espanha estão 437 políticos presos por atos desta ordem, em França onde a Lei é mais apertada estão 236 e alguns ministros, na Alemanha 29, na Inglaterra 18, na Holanda 12, na Dinamarca 31 e até nos Estados Unidos estão cerca de 657.

Em Portugal quantos políticos estão presos? Que eu saiba não há políticos presos!

A Lei existe e é rigorosa, mas onde estão as Inspeções para detetar as anomalias e os Tribunais para punir?

Alguns dos crimes políticos tipificados na legislação referem-se: a violação de normas de execução orçamental: “O TITULAR DE CARGO POLITICO A QUEM, POR DEVER DO SEU CARGO, INCUMBA DAR CUMPRIMENTO A NOMAS DE EXECUÇÃO ORÇAMENTAL E CONSEQUENTEMENTE AS VIOLE, será punido com prisão até um ano” Em casos mais graves, que põem em perigo a independência Nacional, como se verificou com a má gestão de alguns Governantes, a Lei vai mais longe podendo haver punições de 10 a 15 anos.

Todos sabemos que na nossa moldura de políticos existiram ou existem muitos (Alberto João, Sócrates, Teixeira dos Santos, Victor Constâncio, Dias Loureiro, Isaltino Morais, Passos Coelho, Victor Gaspar, Miguel Relvas, etc. que deveriam estar em investigação ou na prisão. Porque esperamos?

Quem usa e abusa dos dinheiros públicos, politicamente ou em proveito próprio deve prestar contas. Os Tribunais devem atuar, é isso que todos esperamos, não é populismo é justiça.

O Povo já não acredita nos políticos, em campanha prometem tudo, mas quando estão no poleiro, esquecem-se que foi o Povo que os elegeu e as promessas caiem no esquecimento ou lava-as o vento.

Campo Maior, 23 de Setembro de 2012

Siripipi-alentejano





segunda-feira, 17 de setembro de 2012



COLIGAÇÃO GOVERNAMENTAL Á BEIRA DA CRISE

As medidas de Austeridade anunciadas pelo Governo após a reunião com a Troika, caíram como uma bomba no seio de toda a População, provocando uma onda de revolta generalizada, que contou com figuras destacadas da própria Coligação e com todos os Partidos da Oposição.
O Povo ordeiramente e sem a intervenção expressa das forças políticas, programaram manifestações a nível nacional, como forma de luta e reivindicação dos seus direitos, que juntou centenas de milhares de Portugueses.
As manifestações contra a austeridade tiveram um denominador comum: o sentimento de descrença dos Portugueses, que um ano e meio depois do início do programa de ajustamento, veem a crise com a mesma nitidez e que revela poucos sinais de esperança.
O futuro antevê-se assaz difícil e esta austeridade asfixia Portugal e não se vislumbram sinais de recuperação, os cidadãos perdem a esperança de saírem da crise.
Estas medidas de austeridade também têm sido repudiadas pelos grandes Empresários, por figuras gradas da cena política (Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa, António Capucho, Bagão Félix, Bispos Portugueses, etc, e mesmo por militantes e deputados da Coligação.
António Capucho afirmou que este Primeiro-Ministro está a conduzir o País ao “abismo”, é uma dura crítica a Passos Coelho vinda de um antigo secretário-geral do PSD. Desta vez, solta-se a voz de António Capucho, que defendeu, numa entrevista ao Jornal “I”, o afastamento de Passos Coelho do poder, em paralelo com a criação de um “GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL” sem a presença do atual primeiro-ministro.
“Os cortes nos salários nesta forma tão violenta só agravam a situação: a economia vai continuar a definhar e o emprego vai progredir negativamente” aponta António Capucho àquele Jornal e acrescenta: perante um Orçamento de Estado que considera negativo, Cavaco Silva deve usar o seu poder de veto, conferido pelo fato de ser Presidente da República.
No entanto um chumbo do Orçamento colocaria Portugal perante uma crise política! A vida dos Portugueses em 2013, sem Orçamento teria que viver em gestão por duodécimos, o que complicaria mais a nossa vida.
Uma das soluções seria a formação do Governo de Salvação Nacional e Passos Coelho deve sair da cena política, esse Governo deveria integrar uma figura diferente, que estivesse disponível para ter um caminho diferente e a experiência necessária para o poder implementar.
As pressões no seio do PSD/PPD avolumaram-se, numa altura em que surgem sinais de rutura na coligação, basta ter em conta a intervenção de Paulo Portas no encerramento do Conselho Nacional do CDS/PP.
Passos Coelho deveria já ter reagido à posição de Paulo Portas, que revelou ter-se sentido obrigado a aceitar a taxa social única, para evitar uma crise política.
Portugal caminha como um barco sem timoneiro, desgovernado e sem rumo, navegando ao sabor das ondas. Como descendentes dos bravos Navegadores que deram Mundos ao Mundo, esperamos novamente poder passar o Cabo do Bojador, descobrindo uma nova forma de salvar Portugal.
Campo Maior, 17 de Setembro de 2012
Siripipi-alentejano


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

GOVERNO FACHISTA TROCIDA PORTUGUESES


As gerações que surgiram após o 25 de Abril, na sua maioria, desconhecem as dificuldades que os Portugueses viveram na ditadura de Salazar. A fome e a miséria era uma realidade do dia-a-dia, os salários eram de miséria e o Povo viva oprimido e com medo. À educação e cultura só alguns tinham acesso, o salazarismo pretendia ter um Povo inculto para o manobrar e manter submisso, acorrentado, não lhes interessava que fossem pessoas com vistas largas, com outros horizontes.
O 25 de Abril trouxe-nos a liberdade e com ela ressurgiu a democracia, nem tudo tem corrido bem, as forças políticas que têm presidido aos diversos Governos interpretam-na a seu belo prazer, a maioria das vezes descurando as promessas feitas, gastando milhares de milhões de euros ingloriamente em investimentos supérfluos e de fachadas que em nada beneficia o Povo.
Esses Governos foram os verdadeiros culpados do estado a que chegou Portugal, nunca o nosso País passou por uma situação destas, estamos a atravessar a pior crise monetária desde a sua existência, o que nos levou a mendigar junto dos agiotas internacionais para que nos emprestem dinheiro para cumprirmos os compromissos da elevada dívida, estamos na miséria.
O atual Governo, durante a campanha eleitoral, prometeu mundos e fundos como diz o Povo, no entanto depois de estar no poleiro esqueceu-se do Zé Povinho e virou-se para os homens do CAPITAL, tornando-se num Robim dos Bosques possesso “RETIRANDO AOS POBRES PARA DISTRIBUIR PELOS RICOS”. Pressionado pelos credores teve que apressadamente arranjar dinheiro e neste caso é mais uma vez o MEXILHÃO a pagar a crise, a AUSTERIDADE foi-nos imposta.
As medidas de austeridade anunciadas pelo Primeiro-ministro são devastadoras e extremamente injustas, contribuindo ainda mais para o empobrecimento e aumento do desemprego. O corte nos salários, o aumento da Taxa Social Única, do IVA, do IMI e outras são o exemplo.
A contestação a estas medidas de austeridade é generalizada e provem de todos os setores da vida pública e até muitos dos seus correligionários e figuras públicas o criticam.
Manuela Ferreira Leite, ex-Ministra das Finanças, apelou “ao bom senso e prudência” do Governo e afirmou tratarem-se de medidas “perniciosas”, acusou igualmente o Ministro das Finanças de “total insensibilidade social”. “O Governo de Passos Coelho está a ser teimoso, não explica as medidas, está a governar o Pais com base num ato de fé e através de modelos e vai acabar por destroçar Portugal se não mudar de rumo” disse ainda aquele ex-primeiro Ministro.
A Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, mostrou-se contra o aumento de impostos em tempos de crise e chegou mesmo a aconselhar uma redução das contribuições das famílias para reduzir as desigualdades e estimular o consumo, adiantou ainda que a redução de impostos às Empresas seria “a coisa mais estúpida”, e que os negócios não são determinados por impostos, mas pela procura, defendendo que um corte de impostos às famílias seria sim um grande benefício para as empresas e os governos.
As políticas de austeridade, no dizer dos entendidos, não conseguiram gerar crescimento económico, e acrescentam que “é claramente o caminho errado”.
A austeridade é um desastre, o estímulo é a única maneira de sair da crise, os Governos devem gastar o dinheiro, principalmente através de políticas ativas para melhorar o mercado de trabalho e capazes de reduzir as desigualdades, pois, caso contrário, a economia entrará em “colapso”.
Porque será que o Governo que tem tantos Conselheiros, com vencimentos chorudos, não o aconselham! Ou então faz ouvidos de mercador!
Senhor Passos Coelho tenha vergonha e peça a demissão antes que o Povo o ponha na Rua.
Campo Maior, 13 de Setembro de 2012
Siripipi-alentejano

sábado, 8 de setembro de 2012

ESTE GOVERNO É UMA VERGONHA


ESTE GOVERNO
É UMA VERGONHA
NÃO FIQUES INDIFERENTE
REVOLTA-TE E PARTILHA ESTA MENSAGEM

Em horário nobre e antes do Portugal-Luxemburgo, o Senhor Primeiro Ministro, utilizou os Órgãos da Comunicação Social à maneira de Marcelo Caetano, para transmitir ao Portugueses as novas medidas de austeridade. Estas novas medidas alimentarão uma radicalização da vida política e social do país.
As medidas anunciadas contribuem para uma maior discriminação social, contribuindo para que os pobres sejam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Os trabalhadores vêm aumentados os seus descontos de 11% para 18% e as entidades patronais reduzem de 23,75% para os 18%, invocando que esta descida irá contribuir para a criação de emprego, o que é uma pura demagogia porque os salários são diminuídos em 7%.
Os Subsídios de Férias e de Natal dos funcionários públicos no ativo vão sofrer um corte equivalente a um subsídio, enquanto os pensionistas e reformados perderam-lhes o direito, o que é uma pura discriminação, esquecendo-se o Sr. Passos que existem direitos adquiridos que não podem ser usurpados, direi mais roubados! Onde está a equidade tão apregoada?
Estes subsídios foram regulamentados pelo DEc-Lei nº. 496/80, de 20 de Outubro e o seu artº. 17º. Determina: “Os subsídios de férias e de natal são inalienáveis e impenhoráveis”. Qualquer leigo em matéria legislativa não precisa saber muito português para compreender o significado e a abrangência deste artigo. Os Dec-Leis são produzidos pelo Governo e as Leis pela Assembleia da República, todavia, ambos têm que ser objeto de apreciação por parte do Senhor Presidente da República, quer procedentes do Governo, quer da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional quando das partes requer a sua inconstitucionalidade, o mais Alto Magistrado da Nação apreciará e decidirá em conformidade.
A oposição e também alguns elementos da coligação PSD/CDS/PP afirmaram que duvidam que a descida da taxa social única crie a prazo mais emprego e temem que o aumento da carga fiscal sobre o trabalho tenha um péssimo impacto nas receitas, tal como já está a acontecer este ano. Nas decisões tomadas pelo primeiro-ministro não há uma única medida ou iniciativa, nem sequer do ponto de vista simbólico para penalizar quem tem mais altos rendimentos ou quem detém capital.
Estas medidas têm como consequência “uma polarização da vida política e uma agudização das tensões sociais”.
Termino, e para que retirem as necessárias ilações, deixo-vos a Declaração produzida por Passos Coelho em 12 de Março de 2011, quando chumbou o PEC IV “Não há desculpas ou álibis: se estas medidas adicionais são necessárias é porque o Governo não soube ou não quis fazer aquilo que lhe compete” O líder do PSD disse ainda: “que, com estas medidas, o Governo está a denunciar o acordo que permitiu a viabilização do O.E. para 2011”.
Passos Coelho acrescentou ainda: “PSD será sempre parte de uma solução, mas não de qualquer solução. Porque o caminho que precisamos de seguir será seguramente difícil mas terá de ser justo. O PSD tomou a decisão, cabe agora ao Governo fazer a sua escolha”.
Perante esta tomada de posição, julgo que o Partido Socialista como maior Partido da oposição deveria pagar-se da mesma moeda, retirando-lhes o tapete.
Francisco Assis questionado por um jornalista da Agência Lusa, numa reação às medidas de austeridade anunciadas, disse: “Se o Governo tinha alguma preocupação em criar condições mínimas para que o PS se abstivesse na votação do Orçamento de Estado para 2013, penso que Passos Coelho deitou agora tudo a perder”.
Ao ataque que Passos Coelho nos está movendo, resta-nos expressar o nosso mais veemente descontentamento e se necessário for, demonstrá-lo pelas formas que a CRP permite.
Campo Maior, 8 de Setembro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AUTARQUIAS NÃO VÃO CUMPRIR LEI DOS COMPROMISSOS

AUTARQUIAS NÃO VÃO CUMPRIR LEI DOS COMPROMISSOS
A Lei nº. 8/2012, denominada Lei dos Compromissos, aprova as regras aplicáveis à assunção de compromissos e aos pagamentos em atraso de entidades públicas, encontrando-se entre essas entidades as Autarquias Locais.
Antes de me debruçar sobre este tema, importa lembrar que as Autarquias Locais são Organismos de Administração Pública dotados de autonomia administrativa e financeira, cuja gestão pertence aos respetivos Órgãos. A autonomia financeira confere-lhes o poder de elaborar, aprovar e modificar as opções do plano, orçamento e demais documentos provisionais, todavia, em matéria de despesa as mesmas só podem ser assumidas, realizadas e pagas se constarem no plano e orçamento.
A nova Lei considera «Compromissos» a obrigação de efetuar pagamentos a terceiros em contrapartida do fornecimento de bens e serviços ou da satisfação de outras condições. Os compromissos consideram-se assumidos quando é executada uma ação formal pela Autarquia, como sejam a emissão de ordem de compra, nota de encomenda ou documento equivalente, ou a assinatura de um contrato, acordo ou protocolo, podendo também ter um caráter permanente e estar associado a pagamentos durante um determinado tempo, nomeadamente salários, rendas, eletricidade ou pagamento de prestações diversas,etc. Igualmente debruça-se sobre: compromissos plurianuais; passivos; contratos vinculativos; contas a pagar; pagamentos em atraso; fundos disponíveis; dotações de cativos; transferência ou subsídios com origem no O.E. e nas diversas áreas da receita.
Para que sejam efetuados os pagamento é necessário que o serviço de contabilidade emita um número de compromisso válido e sequencial que é refletido na ordem de compra, nota de encomenda, ou documento equivalente, e sem o qual será para todos os efeitos nulo. Os pagamentos só podem ser realizados quando os compromissos tiverem sido assumidos em conformidade com regras atras referidas. Os responsáveis (políticos, dirigentes, gestores ou responsáveis pela contabilidade que assumam compromissos em violação desta Lei incorrem em responsabilidade civil, criminal, disciplinar e financeira.
Enfim, a partir de agora compromissos só com dinheiro e com o cumprimento integral das regras impostas, o que significa que a maioria das Autarquias ficam manietadas ou, como muitas já o fizeram, invocando o interesse público, violam a Lei sabendo que poderão incorrer em sanções.
O tempo das facilidades terminou, agora as regras são outras e já não poderá acertar-se qualquer compromisso (obras, aquisições de serviços, etc.) sem que exista a competente cabimentação e disponibilidade financeira.
Se as Autarquias já vivem com muitas dificuldades e sem verbas suficientes para acorrerem às necessidades das suas populações não podem cerrar os braços face a esta afronta do atual Governo.
Um ente administrativo como é o caso das Autarquias, não se podem recusar a aplicar uma Lei com fundamento na não concordância com o conteúdo da mesma, contudo, para bem das suas populações e com o apoio da ANMP-Associação Nacional dos Municípios Portugueses, solicitarem ao Tribunal Constitucional a sua inconstitucionalidade, havendo igualmente a hipótese de veto Presidencial.
Esta Lei vai contribuir para o estrangulamento financeiro das Autarquias.
Campo Maior, 2 de Setembro de 2012
Siripipi-Alentejano

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

JANELA INDISCRETA


Através de uma simples janela podemos apreciar tudo o que se passa no exterior, o mesmo se poderá dizer quando nos sentamos num qualquer banco (jardim, esplanada ou em local de lazer), os nossos olhos são livres de apreciar o que é bom ou mau e igualmente podemos também tecer considerandos, falando do que se vê e do que não se vê. O ser humano tem esse privilégio e deve usá-lo conscientemente, mas por vezes esquece-se desse preceito e desata a falar de tudo e de todos.
Em Campo Maior há locais próprios de tertúlia que se prestam a esse tipo de conversas, um dos mais conhecidos é o banco que está debaixo do plátano do recreio da Escola da Avenida, também conhecido pelo banco da má-língua, a sua localização torna-o numa poltrona apetecível para os que diariamente o utilizam.
As conversas iniciam analisando-se os acontecimentos que são trazidos por uns e outros ou vão mudando consoante passe este ou aquele, fala-se da crise, da agricultura, do desemprego, das infidelidades, dos pobres e dos abastados, enfim, tornam-se as conversas como se fossem parte integrante de qualquer enciclopédia da vida.
Ultimamente o tema mais relevante e que aflige os Campomaiorenses é a Insegurança e o Vandalismo (tema do meu último post), mais propriamente o que se tem passado com os atos praticados por cidadãos de etnia cigana e não só que continuam, indiscriminadamente, a praticar roubos junto da população, quer dentro das habitações, quer por esticão e mantêm-se impunes porque as Autoridades mantêm-se impávidas e serenas e nada fazem, mesmo sabendo quem são os amigos do alheio.
Dizia eu num trabalho que publiquei em Julho de 2010 (já lá vão dois anos) que “A insegurança continua a ser um tema, infelizmente, do dia-a-dia dos Campomaiorenses e não se vê quando é que irão ser tomadas as medidas necessárias para erradicar, de uma vez por todas, da nossa Comunidade, os principais culpados” Os principais obreiros dessa insegurança, apoderaram-se em 1995 do Mártir Santo, uma zona da Vila que deveria estar preservada por ser uma fonte monumental da nossa História, degradaram-na e fizeram dela, um verdadeiro Gueto, onde esses delinquentes fazem o que bem querem sem que as Autoridades os punam.
Em Campo Maior esses cidadãos estão protegidos por alguém que os iliba de tudo e os tornam em verdadeiros Reis da Insegurança. Os habitantes dessa zona da Vila e os Turistas que pretendem visitar aquela zona Histórica são assaltados, roubados, agredidos e até os que assistem a Funerais e Cerimónias Religiosas no Convento vêm as suas viaturas vandalizadas e despojadas dos seus valores.

O nosso Município tem um Conselho Municipal de Segurança e este tem como principal objetivo, desde a criação de grupos de trabalho, emitir pareceres sobre várias matérias e o conhecimento pleno de matérias não tão fundamentais como a situação em toda a área do Município, a formulação de propostas de solução para os problemas de marginalidade e segurança dos cidadãos e participar em ações de prevenção, deve igualmente promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e à exclusão social do Município.
Neste Órgão estão incluídas diversas entidades, a Câmara Municipal e a GNR, como autoridades, têm a obrigação de se preocuparem com os atos de marginalidade que ultimamente se têm verificado e é altura de funcionar o Conselho Municipal de Segurança eleito em 2010 usando os poderes que lhe estão cometidos pelo seu Regulamento.
Para mal dos nossos pecados “Em Campo Maior os Ciganos São Reis” mas é bom que as Autoridades não se esqueçam que a segurança de pessoas e bens é um dever do Estado e um direito da População. A nossa Constituição refere no seu art.º 27º “TODOS TÊM DIREITO Á LIBERDADE E Á SEGURANÇA…”
É tempo de dizer às Autoridades QUE TÊM QUE AGIR!... BASTA DE INSEGURANÇA. A crise gera insegurança e mal-estar, a população necessita de viver sem sobressaltos e descansada.
Siripipi-Alentejano

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INSEGURANÇA versus VANDALISMO


Ainda não há muito tempo que escrevi sobre este tema (Insegurança em Campo Maior-) e como cidadão livre de um País que se diz Democrático, manifestei o meu desagrado e apelei ao bom senso dos meus conterrâneos e dos que detêm o poder, para de uma vez por todas erradicarem da nossa Terra, os inimigos do alheio, os que recebendo todos os subsídios (reintegração e rendimento mínimo) sem nunca terem trabalhado e roubando indiscriminadamente, vivem melhor que os cidadãos que sempre pagaram os seus impostos e auferem salários baixos ou reformas de miséria.
A nossa Terra tem sido ao longo dos tempos, mais Madrasta do que Mãe, sempre acolhemos os que se quiseram integrar na nossa sociedade, aceitando a nossa forma de viver, as nossas regras, os nossos usos e costumes sem olharmos a raças ou à cor da pele, os que vêm por bem são recebidos com urbanidade e com o espírito de hospitalidades de que os Campomaiorenses estão imbuídos.
Como diz o Povo “Não há bela sem senão” e esse senão são os Cidadãos de Etnia Cigana, alguns oriundos de Campo Maior (uma ou duas dezenas) mas os restantes aqui sediados, corridos de outros Concelhos pelos mesmos problemas, obrigam os nossos conterrâneos a qualquer custo a reivindicar a quem de direito, a sua segurança e dos seus bens.
Os idosos já não podem circular livremente por algumas zonas da Vila e muitos deles depois de receberem as suas reformas nos CTT são perseguidos, ameaçados e roubados, também têm entrado em habitações para roubar e nalguns casos em habitações com respetivos donos a dormir. Já lá vai o tempo em que a vida dos Campomaiorenses era pacífica, que se podia sair de casa e ficar a porta no trinco, hoje com fechaduras sofisticadas ou eletrónicas nunca se está descansado.
Na semana passada e anteontem mais um ciclo de furtos na Estrada da Cerca e em duas habitações, os lesados apresentaram queixa e identificaram os ladrões, todavia as autoridades que até têm as fotografias e o cadastro desses energúmenos, nada fazem porque não foram apanhados em flagrante, então como ficamos? Há justiça ou não!
Então as Autoridades só servem para autuar os automobilistas legalizados quando estacionam mal, ou têm alguma anomalia na viatura ou se esquecem da carta de condução! Os cidadãos de Etnia Cigana conduzem viaturas degradadas sem inspeções, carta de condução ou qualquer outra documentação e não são mandados parar, nem são autuados.
É tempo de todos Cidadãos serem tratados da mesma maneira, uma vez que as Leis se aplicam a todos ou será que as Autoridades têm medo deles ou recebem ordens específicas?
Além dos roubos, começaram a surgir atos de vandalismo e esses poem em causa o património municipal, basta as atrocidades de que é exemplo as Muralhas, o Mártire Santo, para agora se virarem para equipamentos urbanos, que o diga quem habitualmente utiliza as casas de banho do Campo da Feira, que foram literalmente vandalizadas (destruição de todas as loiças sanitárias e mobília)!
Basta, povo da minha Terra, é tempo de deixarmos de ser pessoas de brandos costumes, de deixarmos a passividade e unindo-se civicamente, manifestar e exigir ao Presidente da Câmara Municipal que a insegurança e o vandalismo sejam erradicados de Campo Maior.
Ao terminar este post não quero deixar de alertar o atual Presidente do Município que siga os exemplos dos seus colegas de Arronches, Elvas, Crato, Borba, Vidigueira, Vila Viçosa e outros onde não existem GUETOS como no Mártire Santo, porque os acampamentos foram proibidos e não nos podemos esquecer que a maioria dos Cidadãos de Etnia Cigana que aqui se fixaram vieram de outros Concelhos porque aqui ninguém lhes faz mal e sentem-se protegidos e imunes.
Campo Maior, 22 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano

sábado, 11 de agosto de 2012

FEIRA DE SANTA MARIA DE AGOSTO . Uma das nossas Tradições



A propósito de TRADIÇÕES, em 23 de Agosto de 2008 escrevi um post assim intitulado e iniciei-o da seguinte forma “Perdoem-me os mais antigos, mas no tempo da velha senhora, os governantes para manterem o Povo sereno e distraído, davam-lhes festas e transmissões de futebol (ópio do Povo) e assim mantinham-nos afastados dos problemas do dia-a-dia (a guerra do ultramar, a fome, a discriminação e uma vida de opressão) foi neste contexto que o nosso Povo optou pela emigração no intuito de terem uma melhor vida e de fugir à ditadura.
Contudo não podemos esquecer que existem Tradições que perduram no tempo, no entanto na nossa história mais recente, quando não eram religiosas, tinham uma forte vertente política e os políticos com a sua esperteza, socorriam-se dessas manifestações culturais para proveito próprio.
As manifestações festivas dos Campomaiorenses, de âmbito religioso têm lugar na Páscoa (Enxara), São Joãozinho e Feira de Santa Maria de Agosto e a pagã (Festas do Povo, das Flores ou dos Artistas), sempre que o Povo o determine.
Importa repetir e reiterar que as Festas do Povo são um símbolo vivo da cultura dos Campomaiorenses e constituem uma verdadeira enciclopédia das nossas tradições, dos nossos usos e costumes e da nossa hospitalidade. É um trabalho desinteressado feito ao longo de vários meses, é um verdadeiro trabalho de cariz comunitário, é um espetáculo genuíno da nossa cultura popular, poucos são os Povos que conseguem realizar esta tão grande magia de cor e beleza.
Em boa hora, o nosso Município pretende dar-lhes continuidade e inovar, promovendo as suas principais tradições, destacando-se a arte de trabalhar o papel, assim, nesta edição da Feira de Santa Maria de Agosto, o Município vai promover a criação do 1º Jardim Florido.
Este evento, segundo a nossa Autarquia, é uma nova demonstração de arte e carinho – um Jardim de Papel, como forma de homenagear as Festas do Povo. Importa lembrar que o atual Presidente da Câmara, Eng.º Ricardo Pinheiro, no editorial do programa da Feira de Santa Maria de Agosto de 2011, afirma, passo a citar: “Também no Jardim Municipal poderemos (re) viver as Festas do Povo de Campo Maior, com dois pequenos apontamentos de arte que tão bem carateriza os Campomaiorenses”
Este evento na minha modesta opinião encerra um repto, todavia, não quero deixar de afirmar que a riqueza de um Povo assenta em dois fatores importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação património monumental, tradições, usos e costumes, etc. o segundo das suas gentes, da sua juventude.
As Festas do Povo são um fenómeno social de cariz essencialmente popular e como tal só têm lugar se o Povo as desejar, a vontade popular é que determina a sua realização.
Para mim, a criação deste 1º. Jardim Florido, não é mais do que um repto aos Campomaiorenses para que não deixem cair no esquecimento as Festas do Povo, quem sabe se não será em 2013 a próxima edição!
Em 1994 (as últimas Festas tinham sido em 1989) como o Povo não se decidia e havia por parte dos médias e de algumas agências de viagem interesse na sua realização, a Câmara na altura presidida por Gama Guerra, depois de ter ouvido diversas entidades, resolveu dirigir uma carta a toda a população e numa ação conjunta – Escolas do Concelho, Associação de Festas e Empresas do Concelho, realizou de 4 a 10 de Julho de 1994, no Jardim Municipal, uma Minifestas do Povo, ornamentando-o para o efeito, fazendo ao mesmo tempo uma recreação das mais belas ornamentações e entradas de Festas anteriores. A deste ano será o 2º. e não o 1º Jardim Florido.
Oxalá que esta ação venha em boa hora e seja um êxito retumbante para que a próxima edição das Festas do Povo seja ima realidade.
Campo Maior, 11 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

MISERICÓRDIA DE CAMPO MAIOR - Acusada de má gestão por inveja ou cobardia do responsável pelo Blogue "CAMPO MAIOR"


Como habitualmente, faço uma leitura atenta de todos os Blogues da Região, especialmente os da nossa Terra e por vezes até os comento como prova de solidariedade e apreço, fazendo-o sempre numa perspetiva de crítica construtiva, todavia, quando o tema justifica usar uma linguagem mais dura, faço com o respeito que as pessoas me merecem, sejam elas quem forem, dou a cara e não uso o anonimato.
Todos os que me leem sabem quem é o Siripipi-Alentejano e não uso esta fonte informativa para ofender seja quem for, no entanto posso afirmar que só conheço dois ou três autores de Blogues de Campo Maior, os restantes pugnam por não se identificarem.
O tema de hoje vem a propósito dos posts que o Blogue “CAMPO MAIOR” tem vindo a publicar desde que a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior tomou posse em Novembro de 2007.
Na verdade, pela forma de escrever e como aborda o assunto, dá-me a entender que o gestor desse Blogue (que julgo saber quem é) e autor da prosa, é uma pessoa rancorosa e frustrada por não ter conseguido continuar à frente dos desígnios daquela Instituição formando uma lista para concorrer.
Os assuntos objeto das suas críticas destrutivas e ofensivas da integridade moral da atual Mesa Administrativa estão relacionados com a gestão daquela Instituição relativamente à alienação da Herdade da Grulha; encerramento da Rádio Campo Maior; destruição de Património, etc. mas enalteceu a Gestão de Qualidade do anterior Provedor, nestes termos “Conta quem sabe…” e quem sabe é ele autor do Blogue CAMPO MAIOR. É preciso ter lata!
Como afirmei, também gosto de comentar outros Blogues, o CAMPO MAIOR foi o único que utilizou o lápis azul num comentário que lhe enviei, eu também o fiz uma vez porque o anónimo que comentou o meu post ofendia uma personalidade da nossa Terra com ataques pessoais, o que não permiti, mas dei conhecimento a todos os leitores no post seguinte.
È de lamentar que no mandato anterior a 2007, a ex-Mesa Administrativa, (como um ato de excelente gestão !!!) também alienou património, adquiriu uma Mota e automóvel BMW de gama alta para uso do Provedor (que depois alienou face as críticas de que foi objeto) e de ter deixado um enorme passivo, como na altura era falado! Será isto uma boa gestão?
Vem agora dizer que a Misericórdia deixou de produzir riqueza, de criar postos de trabalho, de contribuir para o desenvolvimento local, para, em troca disto, colaborar com a instalação de atividades concorrentes do comércio local. No período da sua gestão, segundo consta, o despesismo era enormíssimo e a democracia era uma palavra vã, prevalecia o “eu quero, posso e mando”, só a sua palavra contava, as admissões de Pessoal e de novos mesários só eram permitidas com o seu aval e deu-se ao luxo de chumbar a admissão de um grupo de pessoas idóneas porque pensava que lhe queriam retirar a cadeira do poder, eu encontrava-me nesse grupo. É esta a visão democrática do então Provedor, cujo nome não indico, mas que todos o conhecem.
Acresce que é a ele (anterior Provedor) que a atual Provedora deveria imputar responsabilidades usando para tal um frase parecida à inicial do seu Post “Destruir, destruir, destruir foi o lema e a ação de quem deixou uma pesada herança a quem efetivamente assumiu em 2007 os destinos da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior”
Não se deve criticar pessoas quando por cima das nossas cabeças há telhados de vidro, leiam os Post do Blogue “CAMPO MAIOR” e digam se tenho ou não a razão do meu lado.
As Misericórdias nasceram em 1498, no ano em que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, no entanto, em 1484 a Rainha D. Leonor e Frei Miguel Contreiras e um grupo de “bons e fiéis cristãos” e das mais altas personalidades religiosas e civis, assumiram o compromisso de se dedicar à prática das 14 Obras de Misericórdia quando fosse possível.
Pela mão da Rainha D. Leonor surgiu a Irmandade da N.ª Senhora da Misericórdia de Lisboa com a aprovação do Rei D. Manuel, tornou-se a génese de todas as Misericórdias que se lhe seguiram até aos nossos dias.
Ao longo destes cinco séculos de existência, a ação de assistência socias das Misericórdias assenta nos pilares das já referidas 14 Obras de Misericórdia e primam por tratar todos os seres humanos como irmãos, independentemente da sua raça, linguagem e cultura, instalaram e mantinham hospitais e outros equipamentos de promoção de ação social, de educação, ao serviço de toda a população.
O que seria das nossas crianças em idade pré-escolar (infantário) e dos nossos idosos se a nossa Misericórdia não possuísse de um Lar e um Centro de Dia?
Para gerir uma Instituição como a Misericórdia, onde não abunda dinheiro suficiente, torna-se necessário angariar fundos junto das Entidades Oficiais para acorrer às despesas, alienando algum do Património existente que é desnecessário e que está em degradação a olhos visto.
Os Campomaiorenses devem orgulhar-se desta Instituição de Solidariedade Social e não denegrir a sua imagem como o pretendeu fazer o Blogue “CAMPO MAIOR”.
Campo Maior, 8 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano


sábado, 4 de agosto de 2012

SAIBA QUANTOS FUNCIONÁRIOS AUTARQUICOS HÁ NO DISTRITO

Os Municípios como Organismos de Administração Pública para desempenharem as atribuições e competências que a Lei lhes confere, dispõem de Quadros de Pessoal próprios, sendo estes um reflexo do Princípio da Autonomia que a Constituição lhes consigna. O Quadro de Pessoal é o elenco dos lugares permanentes que são distribuídos por carreiras e categorias, considerados necessários para a prossecução das atividades de cada Serviço. Na verdade os Quadros foram criados para dar resposta às suas necessidades, o que pressupõe que só em casos excecionais é que deveriam admitir Pessoal além do Quadro – os chamados Contratados ou Avençados.
Atualmente as Autarquias estão condicionadas na admissão de mais funcionários por força de legislação recente e também pela crise financeira que se vive e pelo endividamento que a maioria dos Municípios gerou em todo o País, existindo muitos que se encontram à beira da insolvência. Há Autarquias que têm Pessoal em excesso e por vezes mal aproveitado, de quem será a culpa?
São estes e outros fatos que me levaram a pesquisar na Net e encontrei um trabalho muito interessante publicado no “negócios on-line” dedicado a este tema a nível nacional, que pretendo dar-vos conhecer sinteticamente, relativamente ao nosso Distrito.
Segundo o Jornal “negócios on-line”, nas Autarquias no final de 2010, a média de trabalhadores ao seu serviço, por mil habitantes, era de 19,6. E pela infografia publicada, os Municípios do Distrito de Portalegre apresentam os números que seguem, contudo, há um dado que importa salientar em relação aos Municípios Alentejanos, a ausência de empresas que promovam a atividade económica justifica o fato de, no Alentejo interior, os Municípios empregarem mais pessoas do que no resto do território.

Concelho Nº Func./1.000 ­ Nº.Hab.p/Conc. Nº.Func.p/Munic.
Avis……………………………. 45………………….. 4.576…………. 206…… 2010
Alter do Chão........... 43,2……………….. 3.591…………. 155 ««
Arronches…………………… 32,5………………… 3.165…………. 103 ««
Campo Maior……………….. 27,6………………… 8.793………… 243 ««
Castelo de Vide……………. 50,4………………… 3.376…………. 170 ««
Crato…………………………. 30,6………………… 3.786…………. 116 ««
Elvas…………………………. 10,8………………… 23.087………… 249 ««
Fronteira……………………. 27…………………… 3.412…………. 92 ««
Gavião……………………….. 32,3………………… 4.145…………. 134 ««
Marvão………………………. 31,8………………… 3.553…………. 113 ««
Monforte……………………. 47,2………………… 3.351………….. 158 ««
Nisa………………………….. 35,9……………….. 7.350…………… 269 ««
Portalegre…………………. 17,1……………….. 24.973………….. 428 ««
Ponte de Sor………………. 17,4………………… 16.691…………. 290 ««
Sousel……………………….. 28…………………… 5.103…………..143 ««
TOTAL…………………….. 31,7…………………118.952


Face aos dados acima referidos, no nosso Distrito, a média de trabalhadores por 1ooo/Hab. é de 31,7, estando acima 8 Municípios e 6 abaixo (Campo Maior; Crato; Elvas; Fronteira Portalegre; Ponte de Sor e Sousel)
Importa ainda referir que no final de 2010, a média nacional era de 19,6, havendo acima ou iguais (191) do que estão abaixo (117), na maioria dos Municípios o aumento verificou-se face à descentralização de competências do sector da Educação que obrigou 112 Municípios a absorver para a sua estrutura cerca de 11.000 funcionários do Ministério da Educação.
Com as exíguas verbas que os Municípios dispõem, acrescidos do custo da crise, a vida financeira e a gestão desse Pessoal tem que ser precisa e transparente, para que não caiam no abismo.
A nossa Autarquia também tem pessoal em excesso, o custo desse Pessoal ultrapassa os 2.000.000 €, perante estes dados o que dizer!
Muito mais haveria para dizer, fico por aqui, tirem as ilações que acharem por convenientes, todos estes custos são suportados por nós, é necessário alguma contenção nas Despesas Correntes para que possa haver mais verbas para Despesas de Investimento produtivo, todavia, não quero deixar de salientar que a obra executada pelo nosso Executivo é imensa e de qualidade.
Campo Maior, 4 de Agosto de 2012
Siripipi-alentejano

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A AMIZADE NA DOENÇA


A saúde e a amizade devem permanentemente integrar a vida de cada um. É nos momentos mais difíceis da nossa vida, especialmente na doença ou na perda de um ente querido, que esse bem nos conforta, alivia a dor, ajudando-nos numa recuperação mais rápida.
Durante seis anos, por insuficiência renal submeti-me a tratamento de hemodiálise, três vezes por semana, o que limitou e de que maneira toda a minha vida, mas sempre com uma ténue esperança que um dia aparecia um Rim compatível e pudesse ser passível de transplante, apesar da lista de espera contar com alguns milhares de candidatos.
A verdade é que além da família, os amigos também estavam preocupados e apoiaram-me na doença, deram-me esperança e força para percorrer esta via-sacra.
Felizmente, na madrugada de 4 de Dezembro de 2011, os Hospitais da Universidade de Coimbra informaram-me que tinha um Rim compatível e que me apresentasse com a máxima urgência para ser transplantado. Nesse dia, pelas quinze horas, fui submetido, com êxito, ao respetivo transplante e hoje, passado seis meses de acompanhamento pós-transplantado foi-me dada alta, o que pressupõe fazer uma vida normal, mas com alguns cuidados.
Na verdade, o Siripipi Alentejano, fez uma pausa e hoje reapareço com forças redobradas, mas antes de começar a Postar sobre outros temas, quero agradecer a todos os que se interessaram pela minha saúde, especialmente alguns Bloguista e a generalidade dos amigos, deixando-lhes um texto que escrevi em Dezembro de 1991 num almoço do Grupo de Amigos dos anos 60, que igualmente vos dedico com simpatia e amizade.
Bem-haja
RECORDANDO…RECORDANDO…RECORDANDO…Se há momentos do nosso passado que queremos recordar, é sem dúvida a nossa juventude a que mais se impõe.
É nela que pretendemos rever-nos! É nela que imputamos muito do que não somos e queríamos ter sido!
Foi nela que nasceu as nossas primeiras ambições e em quem também residiu as nossas primeiras frustrações!
Os tempos mudaram, crescemos, fizemo-nos homens, os nossos caminhos por imperativos da vida dividiram-se, todavia, a nossa amizade perdurou.
Hoje mais do que ontem, gostamos de recordar o nosso passado…recordar é viver… é nesse recordar que reside a essência do nosso encontro anual. É nesse encontro que regressamos a esse passado recente, é nesse momento que a nossa alegria explode, que deixamos de ser o que hoje somos e momentaneamente passamos a ser o que éramos ontem! São as noites dos anos 60 que voltam, são as nossas alegrias que se revivem, são os desentendimentos de então que lembramos e que mais nos faz unir.
É um sem fim de factos que cada ano nos obriga na realização de outros encontros. É uma vivência sã, desinibida, própria de que defende que a AMIZADE é um dom sobre natural, que é um símbolo próprio dos que se respeitam e pugnam por este ideário.
Tiago Veríssimo




sábado, 3 de setembro de 2011

FESTAS DO POVO - Campo Maior 2011













A magia de um Povo surgiu na aurora do dia 27 de Agosto e Campo Maior transformou-se numa "Primavera em Agosto/Setembro", foi um acto de puro marabilismo que só os Campomaiorenses podem executar.


Os olhos estaziados dos milhares e milhares de visitantes e as suas admirações são um bálsamo para as mãos hábeis dos homens e mulheres da minha Terra, é a arte e alegria de um Povo que durante o dia trabalha e à noite, em suas casas, fazem as flores e os artefactos que engalanam as 104 ruas.


As Festas do Povo são um espectáculo genuíno da nossa Cultura Popular, poucos são os Povos que conseguem realizar esta grande magia de cor e beleza, daí, quem sabe, esta nossa forma de entender o dia-a-dia, de saborear a vida, de ligar os sentimentos, de estimar os que nascem vizinhos e abriram os olhos para os mesmos projectos, as mesmas encruzilhadas, o mesmo desespero de viver encostado a uma porta que estava fechada, mas que no dia 27 se abriu ao Mundo com uma vontade enorme de mostrar a sua realidade e do que somos capazes de fazer. As fotos que se seguem demonstrar-vos-á essa força que os Campomaiorenses herdaram dos seus antepassados, mas sempre pensado que as gerações vindoiras irão dar continuidade às Festas.


O Siripipi-alentejano deseja a todos os visitantes as boas vindas e que desfrutem com alegria este Jardim Paradisíaco.


domingo, 31 de julho de 2011

As Festas do Povo

A propósito das Festas do Redondo escrevi em 4 de Agosto de 1997, faz esta semana 14 anos, um artigo que publiquei no então “Noticias de Campo Maior” intitulado “Vamos acabar com as imitações”.
Esse trabalho surgiu face a declarações proferidas pelo Senhor Presidente da Câmara do Redondo, por sinal ainda é o mesmo, que numa entrevista dada à RTP em 31 de Julho de 1997, afirmava: “ que as Festas do Redondo são uma tradição daquela Vila, realizadas de vez em quando com algumas interrupções e que são fruto do trabalho de todo o Povo do Redondo”. Nesse mesmo programa intervieram várias pessoas, naturais do Redondo, e as suas palavras foram a cópia fiel daquilo que sempre os Campomaiorenses disseram: “a existência de Comissões de Ruas, o sigilo guardado, a angariação de fundos (noutros tempos), os descantes populares ao serão pelas Ruas.
Hoje numa transmissão directa da TVI sobre as Ruas Floridas do Redondo, aquele Edil voltou a fazer a mesma afirmação, a que se aliou alguns naturais do Redondo, mas que em entrevistas de Rua a locutora ao entrevistar uma visitante que disse que aquelas Festas não se comparavam com as de Campo Maior, cortou-lhe a palavra dizendo que não era permitido fazer publicidade.
Na minha opinião e é bom que fique assente que não sou contra as imitações que se fazem em várias Terras, mas não posso deixar de afirmar que é um plágio das nossas Tradições, da nossa Cultura, dos nossos Usos e Costumes.
É verdade que essas Festas ao imitarem-nos, falta-lhes o nosso poder, a nossa criatividade, a nossa imaginação, a nossa força anímica. Aí também não existe a hospitalidade, a alegria e o carinho que dedicamos aos nossos visitantes, esta trilogia é a expressão maior da nossa forma de ser. Da mesma maneira também lhes falta a brancura das nossas casas, a alvura própria de uma Terra que tem uma adoração especial pelo branco, não fosse essa brancura a razão da alma dos Camponeses.
As últimas Festas segundo o Presidente da Associação, foram visitadas por mais de 1 milhão de Visitantes, este número de turistas (nacionais e estrangeiros) implica que não os podemos defraudar, pois é do esforço, do poder, desse poder inigualável de criatividade e imaginação, das mãos hábeis e maravilhosas do nosso Povo, é que nasce o encanto e o prestígio que as Festas hoje desfrutam e como tal temos que fazer juz a quem nos procura.
Não sou contra as Festas que tentam imitar-nos, pois considero-as como uma forma de reconhecimento das nossas Tradições, da nossa Cultura e dos nossos Usos e Costumes, contudo, não posso permitir que além de nos imitarem, haja quem afirme que as suas Festas (Redondo) sejam uma tradição do seu Povo, esquecendo-se que essa tradição pertence ao Povo de Campo Maior que as realiza há mais de 100 anos.
No século XX, Campo Maior realizou 20 Festas (1923-1927-1936-1937-1938-1939-1941-1944-1952-1953-1957-1961-1964-1972-1983-1985-1989-1995-1998 e 2000) estas são as que se conhecem por factos horas e documentais.
Perdoem-me os que possam não concordar com o que penso, mas ficaria mal com a minha consciência como Campomaiorense, se não defendesse a nossa Cultura e as nossas Tradições. A minha voz não se calará, continuarei a apelar à sua continuidade e isso só é possível se a Juventude de hoje quiser continuar a preservar os nossos usos e costumes, o nosso património cultural, não podemos deixar vulgarizar as Festas do Povo, temos que lutar para que seja a vontade do Povo, a nossa voz interior, a nossa alma Campomaiorense, o nosso amor a exigir que se realizem FESTAS DO POVO.
Não quero terminar este trabalho sem falar noutra das grandes Tradições dos Campomaiorenses, as SAIAS, falar das Festas do Povo e não falar das SAIAS, era esquecer umas das grandes tradições do nosso Povo. Não podemos deixar de recordar com nostalgia os Bailes de Saias, as desgarradas e descantes. É ao serão, enquanto de fazem as flores, que são criadas pelos poetas populares, as afamadas quadras que as finas gargantas entoam as modas novas.
As Festas do Povo “Campo Maior/2011” estão aí!
Elas são o corolário de um mundo de esforço, de dedicação, de poesia, de amor e de bairrismo. Foram meses e meses de luta, de trabalho, de entusiasmo sem limites dedicados à sua preparação na intenção de que um fascinante jardim florido surja, como por encanto, ao despertar da aurora de 27 de Agosto de 2011.
Campo Maior, 1 de Agosto de 2011
siripipi-alentejano

domingo, 12 de junho de 2011

VAI COMEÇAR A MUDANÇA DAS CADEIRAS DO PODER

No Passado dia 5 de Junho, os Portugueses exerceram um dos seus principais deveres cívicos, eleger o novo elenco governativo. Não vou abordar o tema, nem dissertar sobre a justeza dos resultados, ou sobre se os escolhidos são ou não os melhores.
O Povo escolheu, está escolhido, resta-nos esperar que os Eleitos resolvam os problemas mais prementes, que cumpram o que a Troika impôs para que a crise possa ser ultrapassada. É necessário que o primeiro objectivo seja a melhoria da condição de vida dos Portugueses, a diminuição do número de desempregados criando empregos, o apoio necessário para que a economia cresça. A educação, a Saúde e os imensos problemas existentes na área Social devem igualmente merecer uma atenção especial.
Os Ministros, Secretários e Subsecretários de Estado, os Directores Gerais, os Governadores Civis, os Directores dos Serviços desconcentrados (Comissões de Coordenação, Institutos Públicos, etc.) e os milhares de Boys designados por subserviência política, em breve irão ser substituídos por outros, os rosas irão dar o seu lugar aos Laranjinhas.
É o resultado natural do sufrágio de 5 de Junho.
Mas há uma premissa que o Povo exige, alterar o que está mal e não cometer os mesmos erros que a força política derrotada.
É necessário que a coligação que vier a ser formada e que tudo indica ser de direita, nas nomeações que vier a fazer, quer para o Governo, quer para a gestão desconcentrada, seja devidamente ponderada e os escolhidos reúnam, para bem de todos os Portugueses, os melhores e não somente os seus correligionários e as sanguessugas politiqueiras que os rodeiam.
Todos sabemos que nestes períodos aparecem os boys que rodearam os principais Políticos e que pretendem ver a sua subserviência agraciada com um lugar de charneira.
Foi um dos erros do PS e esses erros em política têm custos elevados, o Povo quer na liderança e na execução dos objectivos preconizados pelos vencedores, isenção, honestidade e pessoas capazes de acarretar com responsabilidade que lhes foi outorgada.
Vamos dar-lhes o benefício da dúvida, para isso é necessário que a mudança das cadeiras e das pessoas seja uma realidade e se o não for o Povo, democraticamente e com liberdade, poderá retirar-lhes a confiança, elegendo outros para os substituir.
Oxalá que o Povo não tenha que reclamar outra mudança!
Campo Maior, 12 de Junho de 2011-06-12
Siripipi-alentejano

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em Campo Maior, SOLIDARIEDADE, não é Palavra vã!

Os Campomaiorenses, ao longo dos anos e nas mais diversas situações, têm demonstrado que são um Povo Solidário. A sua solidariedade está patente em todas as acções e sempre que é necessário, deixam tudo para ajudar o próximo.
A riqueza do nosso Povo assenta em dois factores assaz importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação, património, tradições, usos e costumes e o segundo das suas gentes, da sua juventude.
De todos estes ingredientes, em relação às Tradições, emerge como a maior das suas manifestações artísticas e de SOLIDARIEDADE, as Festas do Povo.
Só a intervenção do Povo e a sua disponibilidade e solidariedade tornam possível a sua maior manifestação cultural, que é ao mesmo tempo um fenómeno social de cariz popular.
Na semana passada a SANZÉ, sediada na Zona Industrial, foi palco de um enormíssimo incêndio que quase a destruiu na totalidade. A SANZÉ é uma empresa familiar, que ao longo dos últimos 25 anos, conseguiu que os seus produtos fossem reconhecidos e certificados como produtos de QUALIDADE.
Campo Maior é por excelência uma Terra feliz pelas Industrias que possui, os Cafés, os Enchidos, a Azeitona e os produtos SANZÉ são o exemplo, por isso, os Campomaiorenses devem orgulhar-se e agradecer o espírito empreendedor dos nossos Empresários, sejam eles pequenos ou grandes, o resultado está no reconhecimento que lhes é dado pelos consumidores.
A SANZÉ é fruto de um trabalho insano, profícuo, de coragem que conseguiu sobreviver neste mundo cão muitas vezes sem regras, mas João Cachola indiferente às dificuldades atingiu os seus objectivos.
O povo de Campo Maior sentiu a catástrofe que recaiu sobre a SANZÉ e de imediato, com o tal espírito de solidariedade que lhe é reconhecido, disse de imediato PRESENTE, colaborando no ataque ao incêndio e no rescaldo.
No dia imediato compareceu em massa, ajudando na limpeza e na recuperação do que era possível. Com o mesmo espírito solidário, um Empresário local, emprestou-lhe a sua fábrica para que prosseguisse a sua actividade, mais uma vez a solidariedade imperou, a nave foi limpa e já hoje produziu Batas Fritas.
É este espírito aberto, franco e solidário que faz parte da génese do nosso Povo.
João Cachola que sempre lutou pela sua empresa irá de novo lutar para que no mais curto espaço de tempo este percalço, tenho a certeza que em breve tudo isto será passado.
Oxalá que continuem a aparecer mais Industrias para bem dos Campomaiorenses e que haja muitos João Cacholas criando dezenas e dezenas de postos de trabalho.
Na nossa Terra a palavra “Solidariedade” não é palavra vã.
Siripipi-alentejano

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu, Socialista, me confesso.

Desde 1976 que sou militante do PS e na Assembleia Municipal até ao final do último Mandato fui deputado Municipal, tendo igualmente desempenhado o cargo de Presidente daquele Órgão, na parte final do Mandato de Fernando Caraças.
Durante mais de 20 anos, com urbanidade e sentido de responsabilidade pelos Campomaiorenses, todos os Eleitos, independentemente da força que os elegeu, defenderam e pugnaram pelo desenvolvimento da nossa Terra. Nem sempre havia concordância, todavia, o bom senso imperava e a esmagadora maioria dos assuntos presentes para discussão, foram aprovados. Em primeiro lugar estavam os Campomaiorenses, o interesse partidário estava reservado para as suas elites.
Portugal vai ter eleições legislativas, os partidos políticos estão em pré-campanha e com demagogia ou sem ela, digladiam-se e acusam-se mutuamente com uma única finalidade, a cadeira do Poder.
A crise está instalada, o País está sem dinheiro à beira da banca rota, o PS na sua acção eleitoral acusa os Partidos da Oposição por não terem aprovado o PEC IV e serem os responsáveis pela TROIKA. Os partidos da Esquerda dizem que os culpados são o PS/PSD e CDS, e o PSD e CDS querem responsabilizar unicamente o PS, como se eles não tivessem viabilizado os OE, ou melhor “querem fugir com o rabo da seringa”.
Todo este chorrilho de ataques e defesas prejudica somente o Povo Português, especialmente os mais pobres.
Esta introdução vem a propósito das eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho, os representantes que os Partidos Políticos nos impigem, vão-nos visitar, dar abraços e beijos, vão prometer mundos e fundos, mas depois de Eleitos borrifam-se naqueles que os elegeram.
É aqui que reside, na minha opinião, um erro de lesa pátria, na escolha dos representantes de cada Distrito, no caso de Portalegre só são eleitos 2 Deputados e ultimamente têm recaído em eleitos do PS e PSD.
A forma como são indicados os candidatos a Deputados depende dos Estatutos de cada Partido, no caso do PS o Estatuto (art. 91) diz que compete à Comissão Politica da Federação aprovar a constituição da lista com a observância dos critérios objectivos a C.P. Nacional. Diz ainda que tendo em conta a dimensão do círculo eleitoral, a CPN pode designar candidatos, indicando o seu lugar, essa indicação não pode exceder 30% do número de deputados eleitos pelo círculo.
Miranda Calha que foi sempre a 1ª escolha da Federação, só aparecia em altura de eleições e muito poucas vezes entreviu no Plenário na apresentação de assunto deste Distrito ou em defesa do mesmo, na minha opinião, ao longo dos anos tornou-se um Velho do Restelo, deixando as defesas dos nossos interesses ao Deputado eleito pelo PSD e nalgumas vezes foi o Deputado do PCP, João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora que defendeu os interesses dos doentes do Distrito, sujeitos a tratamento de hemodiálise, que eram tratados no antigo Sanatório em condições desumanas, foi a sua intervenção que despoletou a construção de 2 novos Centros já em funcionamento.
Coube ontem a Campo Maior conhecer a lista dos seus candidatos, não estive presente porque entendo que o candidato que encabeça a lista, natural das Caldas da Rainha e que tem desempenhado as funções de Secretário de Estado é-nos imposto pela Comissão Politica Nacional, como se no nosso Distrito, entre mais de 80.000 habitantes não houvesse ninguém capaz de desempenhar essa função! Poder-me-ão dizer que o segundo, terceiro e restantes são do Distrito, é argumento que não partilho uma vez que, infelizmente, o PS só irá eleger o 1º da Lista. Posso ainda questionar, por acaso o Candidato indigitado conhece todo o Distrito? Conhecerá os Problemas da Insegurança, de Pobreza, de Exclusão Social, de Desemprego? Certamente que não, para estar dentro deles não é a pré-campanha e os comícios que o vão elucidar, para isso é necessário estar no terreno, conhecer as pessoas e visualizá-los in loco.
São estas e outras atitudes que me levam a falar do meu partido, mas o PS é dos poucos partidos que reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, é com base neste direito e com o respeito que me merece as decisões democraticamente tomadas, que proferi esta confissão.
Será que o que é nossa não presta ou então “Santos da casa não faz Milagres” Infelizmente iremos ter que viver com que nos impõem, quer para a resolução da crise, quer na política distrital.
Campo Maior, 18 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano