quinta-feira, 13 de setembro de 2012
GOVERNO FACHISTA TROCIDA PORTUGUESES
As gerações que surgiram após o 25 de Abril, na sua maioria, desconhecem as dificuldades que os Portugueses viveram na ditadura de Salazar. A fome e a miséria era uma realidade do dia-a-dia, os salários eram de miséria e o Povo viva oprimido e com medo. À educação e cultura só alguns tinham acesso, o salazarismo pretendia ter um Povo inculto para o manobrar e manter submisso, acorrentado, não lhes interessava que fossem pessoas com vistas largas, com outros horizontes.
O 25 de Abril trouxe-nos a liberdade e com ela ressurgiu a democracia, nem tudo tem corrido bem, as forças políticas que têm presidido aos diversos Governos interpretam-na a seu belo prazer, a maioria das vezes descurando as promessas feitas, gastando milhares de milhões de euros ingloriamente em investimentos supérfluos e de fachadas que em nada beneficia o Povo.
Esses Governos foram os verdadeiros culpados do estado a que chegou Portugal, nunca o nosso País passou por uma situação destas, estamos a atravessar a pior crise monetária desde a sua existência, o que nos levou a mendigar junto dos agiotas internacionais para que nos emprestem dinheiro para cumprirmos os compromissos da elevada dívida, estamos na miséria.
O atual Governo, durante a campanha eleitoral, prometeu mundos e fundos como diz o Povo, no entanto depois de estar no poleiro esqueceu-se do Zé Povinho e virou-se para os homens do CAPITAL, tornando-se num Robim dos Bosques possesso “RETIRANDO AOS POBRES PARA DISTRIBUIR PELOS RICOS”. Pressionado pelos credores teve que apressadamente arranjar dinheiro e neste caso é mais uma vez o MEXILHÃO a pagar a crise, a AUSTERIDADE foi-nos imposta.
As medidas de austeridade anunciadas pelo Primeiro-ministro são devastadoras e extremamente injustas, contribuindo ainda mais para o empobrecimento e aumento do desemprego. O corte nos salários, o aumento da Taxa Social Única, do IVA, do IMI e outras são o exemplo.
A contestação a estas medidas de austeridade é generalizada e provem de todos os setores da vida pública e até muitos dos seus correligionários e figuras públicas o criticam.
Manuela Ferreira Leite, ex-Ministra das Finanças, apelou “ao bom senso e prudência” do Governo e afirmou tratarem-se de medidas “perniciosas”, acusou igualmente o Ministro das Finanças de “total insensibilidade social”. “O Governo de Passos Coelho está a ser teimoso, não explica as medidas, está a governar o Pais com base num ato de fé e através de modelos e vai acabar por destroçar Portugal se não mudar de rumo” disse ainda aquele ex-primeiro Ministro.
A Agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, mostrou-se contra o aumento de impostos em tempos de crise e chegou mesmo a aconselhar uma redução das contribuições das famílias para reduzir as desigualdades e estimular o consumo, adiantou ainda que a redução de impostos às Empresas seria “a coisa mais estúpida”, e que os negócios não são determinados por impostos, mas pela procura, defendendo que um corte de impostos às famílias seria sim um grande benefício para as empresas e os governos.
As políticas de austeridade, no dizer dos entendidos, não conseguiram gerar crescimento económico, e acrescentam que “é claramente o caminho errado”.
A austeridade é um desastre, o estímulo é a única maneira de sair da crise, os Governos devem gastar o dinheiro, principalmente através de políticas ativas para melhorar o mercado de trabalho e capazes de reduzir as desigualdades, pois, caso contrário, a economia entrará em “colapso”.
Porque será que o Governo que tem tantos Conselheiros, com vencimentos chorudos, não o aconselham! Ou então faz ouvidos de mercador!
Senhor Passos Coelho tenha vergonha e peça a demissão antes que o Povo o ponha na Rua.
Campo Maior, 13 de Setembro de 2012
Siripipi-alentejano
sábado, 8 de setembro de 2012
ESTE GOVERNO É UMA VERGONHA
ESTE GOVERNO
É UMA VERGONHA
NÃO FIQUES INDIFERENTE
REVOLTA-TE E PARTILHA ESTA MENSAGEM
Em horário nobre e antes do Portugal-Luxemburgo, o Senhor Primeiro Ministro, utilizou os Órgãos da Comunicação Social à maneira de Marcelo Caetano, para transmitir ao Portugueses as novas medidas de austeridade. Estas novas medidas alimentarão uma radicalização da vida política e social do país.
As medidas anunciadas contribuem para uma maior discriminação social, contribuindo para que os pobres sejam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Os trabalhadores vêm aumentados os seus descontos de 11% para 18% e as entidades patronais reduzem de 23,75% para os 18%, invocando que esta descida irá contribuir para a criação de emprego, o que é uma pura demagogia porque os salários são diminuídos em 7%.
Os Subsídios de Férias e de Natal dos funcionários públicos no ativo vão sofrer um corte equivalente a um subsídio, enquanto os pensionistas e reformados perderam-lhes o direito, o que é uma pura discriminação, esquecendo-se o Sr. Passos que existem direitos adquiridos que não podem ser usurpados, direi mais roubados! Onde está a equidade tão apregoada?
Estes subsídios foram regulamentados pelo DEc-Lei nº. 496/80, de 20 de Outubro e o seu artº. 17º. Determina: “Os subsídios de férias e de natal são inalienáveis e impenhoráveis”. Qualquer leigo em matéria legislativa não precisa saber muito português para compreender o significado e a abrangência deste artigo. Os Dec-Leis são produzidos pelo Governo e as Leis pela Assembleia da República, todavia, ambos têm que ser objeto de apreciação por parte do Senhor Presidente da República, quer procedentes do Governo, quer da Assembleia da República e do Tribunal Constitucional quando das partes requer a sua inconstitucionalidade, o mais Alto Magistrado da Nação apreciará e decidirá em conformidade.
A oposição e também alguns elementos da coligação PSD/CDS/PP afirmaram que duvidam que a descida da taxa social única crie a prazo mais emprego e temem que o aumento da carga fiscal sobre o trabalho tenha um péssimo impacto nas receitas, tal como já está a acontecer este ano. Nas decisões tomadas pelo primeiro-ministro não há uma única medida ou iniciativa, nem sequer do ponto de vista simbólico para penalizar quem tem mais altos rendimentos ou quem detém capital.
Estas medidas têm como consequência “uma polarização da vida política e uma agudização das tensões sociais”.
Termino, e para que retirem as necessárias ilações, deixo-vos a Declaração produzida por Passos Coelho em 12 de Março de 2011, quando chumbou o PEC IV “Não há desculpas ou álibis: se estas medidas adicionais são necessárias é porque o Governo não soube ou não quis fazer aquilo que lhe compete” O líder do PSD disse ainda: “que, com estas medidas, o Governo está a denunciar o acordo que permitiu a viabilização do O.E. para 2011”.
Passos Coelho acrescentou ainda: “PSD será sempre parte de uma solução, mas não de qualquer solução. Porque o caminho que precisamos de seguir será seguramente difícil mas terá de ser justo. O PSD tomou a decisão, cabe agora ao Governo fazer a sua escolha”.
Perante esta tomada de posição, julgo que o Partido Socialista como maior Partido da oposição deveria pagar-se da mesma moeda, retirando-lhes o tapete.
Francisco Assis questionado por um jornalista da Agência Lusa, numa reação às medidas de austeridade anunciadas, disse: “Se o Governo tinha alguma preocupação em criar condições mínimas para que o PS se abstivesse na votação do Orçamento de Estado para 2013, penso que Passos Coelho deitou agora tudo a perder”.
Ao ataque que Passos Coelho nos está movendo, resta-nos expressar o nosso mais veemente descontentamento e se necessário for, demonstrá-lo pelas formas que a CRP permite.
Campo Maior, 8 de Setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
AUTARQUIAS NÃO VÃO CUMPRIR LEI DOS COMPROMISSOS
AUTARQUIAS NÃO VÃO CUMPRIR LEI DOS COMPROMISSOS
A Lei nº. 8/2012, denominada Lei dos Compromissos, aprova as regras aplicáveis à assunção de compromissos e aos pagamentos em atraso de entidades públicas, encontrando-se entre essas entidades as Autarquias Locais.
Antes de me debruçar sobre este tema, importa lembrar que as Autarquias Locais são Organismos de Administração Pública dotados de autonomia administrativa e financeira, cuja gestão pertence aos respetivos Órgãos. A autonomia financeira confere-lhes o poder de elaborar, aprovar e modificar as opções do plano, orçamento e demais documentos provisionais, todavia, em matéria de despesa as mesmas só podem ser assumidas, realizadas e pagas se constarem no plano e orçamento.
A nova Lei considera «Compromissos» a obrigação de efetuar pagamentos a terceiros em contrapartida do fornecimento de bens e serviços ou da satisfação de outras condições. Os compromissos consideram-se assumidos quando é executada uma ação formal pela Autarquia, como sejam a emissão de ordem de compra, nota de encomenda ou documento equivalente, ou a assinatura de um contrato, acordo ou protocolo, podendo também ter um caráter permanente e estar associado a pagamentos durante um determinado tempo, nomeadamente salários, rendas, eletricidade ou pagamento de prestações diversas,etc. Igualmente debruça-se sobre: compromissos plurianuais; passivos; contratos vinculativos; contas a pagar; pagamentos em atraso; fundos disponíveis; dotações de cativos; transferência ou subsídios com origem no O.E. e nas diversas áreas da receita.
Para que sejam efetuados os pagamento é necessário que o serviço de contabilidade emita um número de compromisso válido e sequencial que é refletido na ordem de compra, nota de encomenda, ou documento equivalente, e sem o qual será para todos os efeitos nulo. Os pagamentos só podem ser realizados quando os compromissos tiverem sido assumidos em conformidade com regras atras referidas. Os responsáveis (políticos, dirigentes, gestores ou responsáveis pela contabilidade que assumam compromissos em violação desta Lei incorrem em responsabilidade civil, criminal, disciplinar e financeira.
Enfim, a partir de agora compromissos só com dinheiro e com o cumprimento integral das regras impostas, o que significa que a maioria das Autarquias ficam manietadas ou, como muitas já o fizeram, invocando o interesse público, violam a Lei sabendo que poderão incorrer em sanções.
O tempo das facilidades terminou, agora as regras são outras e já não poderá acertar-se qualquer compromisso (obras, aquisições de serviços, etc.) sem que exista a competente cabimentação e disponibilidade financeira.
Se as Autarquias já vivem com muitas dificuldades e sem verbas suficientes para acorrerem às necessidades das suas populações não podem cerrar os braços face a esta afronta do atual Governo.
Um ente administrativo como é o caso das Autarquias, não se podem recusar a aplicar uma Lei com fundamento na não concordância com o conteúdo da mesma, contudo, para bem das suas populações e com o apoio da ANMP-Associação Nacional dos Municípios Portugueses, solicitarem ao Tribunal Constitucional a sua inconstitucionalidade, havendo igualmente a hipótese de veto Presidencial.
Esta Lei vai contribuir para o estrangulamento financeiro das Autarquias.
Campo Maior, 2 de Setembro de 2012
Siripipi-Alentejano
A Lei nº. 8/2012, denominada Lei dos Compromissos, aprova as regras aplicáveis à assunção de compromissos e aos pagamentos em atraso de entidades públicas, encontrando-se entre essas entidades as Autarquias Locais.
Antes de me debruçar sobre este tema, importa lembrar que as Autarquias Locais são Organismos de Administração Pública dotados de autonomia administrativa e financeira, cuja gestão pertence aos respetivos Órgãos. A autonomia financeira confere-lhes o poder de elaborar, aprovar e modificar as opções do plano, orçamento e demais documentos provisionais, todavia, em matéria de despesa as mesmas só podem ser assumidas, realizadas e pagas se constarem no plano e orçamento.
A nova Lei considera «Compromissos» a obrigação de efetuar pagamentos a terceiros em contrapartida do fornecimento de bens e serviços ou da satisfação de outras condições. Os compromissos consideram-se assumidos quando é executada uma ação formal pela Autarquia, como sejam a emissão de ordem de compra, nota de encomenda ou documento equivalente, ou a assinatura de um contrato, acordo ou protocolo, podendo também ter um caráter permanente e estar associado a pagamentos durante um determinado tempo, nomeadamente salários, rendas, eletricidade ou pagamento de prestações diversas,etc. Igualmente debruça-se sobre: compromissos plurianuais; passivos; contratos vinculativos; contas a pagar; pagamentos em atraso; fundos disponíveis; dotações de cativos; transferência ou subsídios com origem no O.E. e nas diversas áreas da receita.
Para que sejam efetuados os pagamento é necessário que o serviço de contabilidade emita um número de compromisso válido e sequencial que é refletido na ordem de compra, nota de encomenda, ou documento equivalente, e sem o qual será para todos os efeitos nulo. Os pagamentos só podem ser realizados quando os compromissos tiverem sido assumidos em conformidade com regras atras referidas. Os responsáveis (políticos, dirigentes, gestores ou responsáveis pela contabilidade que assumam compromissos em violação desta Lei incorrem em responsabilidade civil, criminal, disciplinar e financeira.
Enfim, a partir de agora compromissos só com dinheiro e com o cumprimento integral das regras impostas, o que significa que a maioria das Autarquias ficam manietadas ou, como muitas já o fizeram, invocando o interesse público, violam a Lei sabendo que poderão incorrer em sanções.
O tempo das facilidades terminou, agora as regras são outras e já não poderá acertar-se qualquer compromisso (obras, aquisições de serviços, etc.) sem que exista a competente cabimentação e disponibilidade financeira.
Se as Autarquias já vivem com muitas dificuldades e sem verbas suficientes para acorrerem às necessidades das suas populações não podem cerrar os braços face a esta afronta do atual Governo.
Um ente administrativo como é o caso das Autarquias, não se podem recusar a aplicar uma Lei com fundamento na não concordância com o conteúdo da mesma, contudo, para bem das suas populações e com o apoio da ANMP-Associação Nacional dos Municípios Portugueses, solicitarem ao Tribunal Constitucional a sua inconstitucionalidade, havendo igualmente a hipótese de veto Presidencial.
Esta Lei vai contribuir para o estrangulamento financeiro das Autarquias.
Campo Maior, 2 de Setembro de 2012
Siripipi-Alentejano
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
JANELA INDISCRETA
Através de uma simples janela podemos apreciar tudo o que se passa no exterior, o mesmo se poderá dizer quando nos sentamos num qualquer banco (jardim, esplanada ou em local de lazer), os nossos olhos são livres de apreciar o que é bom ou mau e igualmente podemos também tecer considerandos, falando do que se vê e do que não se vê. O ser humano tem esse privilégio e deve usá-lo conscientemente, mas por vezes esquece-se desse preceito e desata a falar de tudo e de todos.
Em Campo Maior há locais próprios de tertúlia que se prestam a esse tipo de conversas, um dos mais conhecidos é o banco que está debaixo do plátano do recreio da Escola da Avenida, também conhecido pelo banco da má-língua, a sua localização torna-o numa poltrona apetecível para os que diariamente o utilizam.
As conversas iniciam analisando-se os acontecimentos que são trazidos por uns e outros ou vão mudando consoante passe este ou aquele, fala-se da crise, da agricultura, do desemprego, das infidelidades, dos pobres e dos abastados, enfim, tornam-se as conversas como se fossem parte integrante de qualquer enciclopédia da vida.
Ultimamente o tema mais relevante e que aflige os Campomaiorenses é a Insegurança e o Vandalismo (tema do meu último post), mais propriamente o que se tem passado com os atos praticados por cidadãos de etnia cigana e não só que continuam, indiscriminadamente, a praticar roubos junto da população, quer dentro das habitações, quer por esticão e mantêm-se impunes porque as Autoridades mantêm-se impávidas e serenas e nada fazem, mesmo sabendo quem são os amigos do alheio.
Dizia eu num trabalho que publiquei em Julho de 2010 (já lá vão dois anos) que “A insegurança continua a ser um tema, infelizmente, do dia-a-dia dos Campomaiorenses e não se vê quando é que irão ser tomadas as medidas necessárias para erradicar, de uma vez por todas, da nossa Comunidade, os principais culpados” Os principais obreiros dessa insegurança, apoderaram-se em 1995 do Mártir Santo, uma zona da Vila que deveria estar preservada por ser uma fonte monumental da nossa História, degradaram-na e fizeram dela, um verdadeiro Gueto, onde esses delinquentes fazem o que bem querem sem que as Autoridades os punam.
Em Campo Maior esses cidadãos estão protegidos por alguém que os iliba de tudo e os tornam em verdadeiros Reis da Insegurança. Os habitantes dessa zona da Vila e os Turistas que pretendem visitar aquela zona Histórica são assaltados, roubados, agredidos e até os que assistem a Funerais e Cerimónias Religiosas no Convento vêm as suas viaturas vandalizadas e despojadas dos seus valores.
O nosso Município tem um Conselho Municipal de Segurança e este tem como principal objetivo, desde a criação de grupos de trabalho, emitir pareceres sobre várias matérias e o conhecimento pleno de matérias não tão fundamentais como a situação em toda a área do Município, a formulação de propostas de solução para os problemas de marginalidade e segurança dos cidadãos e participar em ações de prevenção, deve igualmente promover a discussão sobre medidas de combate à criminalidade e à exclusão social do Município.
Neste Órgão estão incluídas diversas entidades, a Câmara Municipal e a GNR, como autoridades, têm a obrigação de se preocuparem com os atos de marginalidade que ultimamente se têm verificado e é altura de funcionar o Conselho Municipal de Segurança eleito em 2010 usando os poderes que lhe estão cometidos pelo seu Regulamento.
Para mal dos nossos pecados “Em Campo Maior os Ciganos São Reis” mas é bom que as Autoridades não se esqueçam que a segurança de pessoas e bens é um dever do Estado e um direito da População. A nossa Constituição refere no seu art.º 27º “TODOS TÊM DIREITO Á LIBERDADE E Á SEGURANÇA…”
É tempo de dizer às Autoridades QUE TÊM QUE AGIR!... BASTA DE INSEGURANÇA. A crise gera insegurança e mal-estar, a população necessita de viver sem sobressaltos e descansada.
Siripipi-Alentejano
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
INSEGURANÇA versus VANDALISMO
Ainda não há muito tempo que escrevi sobre este tema (Insegurança em Campo Maior-) e como cidadão livre de um País que se diz Democrático, manifestei o meu desagrado e apelei ao bom senso dos meus conterrâneos e dos que detêm o poder, para de uma vez por todas erradicarem da nossa Terra, os inimigos do alheio, os que recebendo todos os subsídios (reintegração e rendimento mínimo) sem nunca terem trabalhado e roubando indiscriminadamente, vivem melhor que os cidadãos que sempre pagaram os seus impostos e auferem salários baixos ou reformas de miséria.
A nossa Terra tem sido ao longo dos tempos, mais Madrasta do que Mãe, sempre acolhemos os que se quiseram integrar na nossa sociedade, aceitando a nossa forma de viver, as nossas regras, os nossos usos e costumes sem olharmos a raças ou à cor da pele, os que vêm por bem são recebidos com urbanidade e com o espírito de hospitalidades de que os Campomaiorenses estão imbuídos.
Como diz o Povo “Não há bela sem senão” e esse senão são os Cidadãos de Etnia Cigana, alguns oriundos de Campo Maior (uma ou duas dezenas) mas os restantes aqui sediados, corridos de outros Concelhos pelos mesmos problemas, obrigam os nossos conterrâneos a qualquer custo a reivindicar a quem de direito, a sua segurança e dos seus bens.
Os idosos já não podem circular livremente por algumas zonas da Vila e muitos deles depois de receberem as suas reformas nos CTT são perseguidos, ameaçados e roubados, também têm entrado em habitações para roubar e nalguns casos em habitações com respetivos donos a dormir. Já lá vai o tempo em que a vida dos Campomaiorenses era pacífica, que se podia sair de casa e ficar a porta no trinco, hoje com fechaduras sofisticadas ou eletrónicas nunca se está descansado.
Na semana passada e anteontem mais um ciclo de furtos na Estrada da Cerca e em duas habitações, os lesados apresentaram queixa e identificaram os ladrões, todavia as autoridades que até têm as fotografias e o cadastro desses energúmenos, nada fazem porque não foram apanhados em flagrante, então como ficamos? Há justiça ou não!
Então as Autoridades só servem para autuar os automobilistas legalizados quando estacionam mal, ou têm alguma anomalia na viatura ou se esquecem da carta de condução! Os cidadãos de Etnia Cigana conduzem viaturas degradadas sem inspeções, carta de condução ou qualquer outra documentação e não são mandados parar, nem são autuados.
É tempo de todos Cidadãos serem tratados da mesma maneira, uma vez que as Leis se aplicam a todos ou será que as Autoridades têm medo deles ou recebem ordens específicas?
Além dos roubos, começaram a surgir atos de vandalismo e esses poem em causa o património municipal, basta as atrocidades de que é exemplo as Muralhas, o Mártire Santo, para agora se virarem para equipamentos urbanos, que o diga quem habitualmente utiliza as casas de banho do Campo da Feira, que foram literalmente vandalizadas (destruição de todas as loiças sanitárias e mobília)!
Basta, povo da minha Terra, é tempo de deixarmos de ser pessoas de brandos costumes, de deixarmos a passividade e unindo-se civicamente, manifestar e exigir ao Presidente da Câmara Municipal que a insegurança e o vandalismo sejam erradicados de Campo Maior.
Ao terminar este post não quero deixar de alertar o atual Presidente do Município que siga os exemplos dos seus colegas de Arronches, Elvas, Crato, Borba, Vidigueira, Vila Viçosa e outros onde não existem GUETOS como no Mártire Santo, porque os acampamentos foram proibidos e não nos podemos esquecer que a maioria dos Cidadãos de Etnia Cigana que aqui se fixaram vieram de outros Concelhos porque aqui ninguém lhes faz mal e sentem-se protegidos e imunes.
Campo Maior, 22 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano
sábado, 11 de agosto de 2012
FEIRA DE SANTA MARIA DE AGOSTO . Uma das nossas Tradições
A propósito de TRADIÇÕES, em 23 de Agosto de 2008 escrevi um post assim intitulado e iniciei-o da seguinte forma “Perdoem-me os mais antigos, mas no tempo da velha senhora, os governantes para manterem o Povo sereno e distraído, davam-lhes festas e transmissões de futebol (ópio do Povo) e assim mantinham-nos afastados dos problemas do dia-a-dia (a guerra do ultramar, a fome, a discriminação e uma vida de opressão) foi neste contexto que o nosso Povo optou pela emigração no intuito de terem uma melhor vida e de fugir à ditadura.
Contudo não podemos esquecer que existem Tradições que perduram no tempo, no entanto na nossa história mais recente, quando não eram religiosas, tinham uma forte vertente política e os políticos com a sua esperteza, socorriam-se dessas manifestações culturais para proveito próprio.
As manifestações festivas dos Campomaiorenses, de âmbito religioso têm lugar na Páscoa (Enxara), São Joãozinho e Feira de Santa Maria de Agosto e a pagã (Festas do Povo, das Flores ou dos Artistas), sempre que o Povo o determine.
Importa repetir e reiterar que as Festas do Povo são um símbolo vivo da cultura dos Campomaiorenses e constituem uma verdadeira enciclopédia das nossas tradições, dos nossos usos e costumes e da nossa hospitalidade. É um trabalho desinteressado feito ao longo de vários meses, é um verdadeiro trabalho de cariz comunitário, é um espetáculo genuíno da nossa cultura popular, poucos são os Povos que conseguem realizar esta tão grande magia de cor e beleza.
Em boa hora, o nosso Município pretende dar-lhes continuidade e inovar, promovendo as suas principais tradições, destacando-se a arte de trabalhar o papel, assim, nesta edição da Feira de Santa Maria de Agosto, o Município vai promover a criação do 1º Jardim Florido.
Este evento, segundo a nossa Autarquia, é uma nova demonstração de arte e carinho – um Jardim de Papel, como forma de homenagear as Festas do Povo. Importa lembrar que o atual Presidente da Câmara, Eng.º Ricardo Pinheiro, no editorial do programa da Feira de Santa Maria de Agosto de 2011, afirma, passo a citar: “Também no Jardim Municipal poderemos (re) viver as Festas do Povo de Campo Maior, com dois pequenos apontamentos de arte que tão bem carateriza os Campomaiorenses”
Este evento na minha modesta opinião encerra um repto, todavia, não quero deixar de afirmar que a riqueza de um Povo assenta em dois fatores importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação património monumental, tradições, usos e costumes, etc. o segundo das suas gentes, da sua juventude.
As Festas do Povo são um fenómeno social de cariz essencialmente popular e como tal só têm lugar se o Povo as desejar, a vontade popular é que determina a sua realização.
Para mim, a criação deste 1º. Jardim Florido, não é mais do que um repto aos Campomaiorenses para que não deixem cair no esquecimento as Festas do Povo, quem sabe se não será em 2013 a próxima edição!
Em 1994 (as últimas Festas tinham sido em 1989) como o Povo não se decidia e havia por parte dos médias e de algumas agências de viagem interesse na sua realização, a Câmara na altura presidida por Gama Guerra, depois de ter ouvido diversas entidades, resolveu dirigir uma carta a toda a população e numa ação conjunta – Escolas do Concelho, Associação de Festas e Empresas do Concelho, realizou de 4 a 10 de Julho de 1994, no Jardim Municipal, uma Minifestas do Povo, ornamentando-o para o efeito, fazendo ao mesmo tempo uma recreação das mais belas ornamentações e entradas de Festas anteriores. A deste ano será o 2º. e não o 1º Jardim Florido.
Oxalá que esta ação venha em boa hora e seja um êxito retumbante para que a próxima edição das Festas do Povo seja ima realidade.
Campo Maior, 11 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano
Contudo não podemos esquecer que existem Tradições que perduram no tempo, no entanto na nossa história mais recente, quando não eram religiosas, tinham uma forte vertente política e os políticos com a sua esperteza, socorriam-se dessas manifestações culturais para proveito próprio.
As manifestações festivas dos Campomaiorenses, de âmbito religioso têm lugar na Páscoa (Enxara), São Joãozinho e Feira de Santa Maria de Agosto e a pagã (Festas do Povo, das Flores ou dos Artistas), sempre que o Povo o determine.
Importa repetir e reiterar que as Festas do Povo são um símbolo vivo da cultura dos Campomaiorenses e constituem uma verdadeira enciclopédia das nossas tradições, dos nossos usos e costumes e da nossa hospitalidade. É um trabalho desinteressado feito ao longo de vários meses, é um verdadeiro trabalho de cariz comunitário, é um espetáculo genuíno da nossa cultura popular, poucos são os Povos que conseguem realizar esta tão grande magia de cor e beleza.
Em boa hora, o nosso Município pretende dar-lhes continuidade e inovar, promovendo as suas principais tradições, destacando-se a arte de trabalhar o papel, assim, nesta edição da Feira de Santa Maria de Agosto, o Município vai promover a criação do 1º Jardim Florido.
Este evento, segundo a nossa Autarquia, é uma nova demonstração de arte e carinho – um Jardim de Papel, como forma de homenagear as Festas do Povo. Importa lembrar que o atual Presidente da Câmara, Eng.º Ricardo Pinheiro, no editorial do programa da Feira de Santa Maria de Agosto de 2011, afirma, passo a citar: “Também no Jardim Municipal poderemos (re) viver as Festas do Povo de Campo Maior, com dois pequenos apontamentos de arte que tão bem carateriza os Campomaiorenses”
Este evento na minha modesta opinião encerra um repto, todavia, não quero deixar de afirmar que a riqueza de um Povo assenta em dois fatores importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação património monumental, tradições, usos e costumes, etc. o segundo das suas gentes, da sua juventude.
As Festas do Povo são um fenómeno social de cariz essencialmente popular e como tal só têm lugar se o Povo as desejar, a vontade popular é que determina a sua realização.
Para mim, a criação deste 1º. Jardim Florido, não é mais do que um repto aos Campomaiorenses para que não deixem cair no esquecimento as Festas do Povo, quem sabe se não será em 2013 a próxima edição!
Em 1994 (as últimas Festas tinham sido em 1989) como o Povo não se decidia e havia por parte dos médias e de algumas agências de viagem interesse na sua realização, a Câmara na altura presidida por Gama Guerra, depois de ter ouvido diversas entidades, resolveu dirigir uma carta a toda a população e numa ação conjunta – Escolas do Concelho, Associação de Festas e Empresas do Concelho, realizou de 4 a 10 de Julho de 1994, no Jardim Municipal, uma Minifestas do Povo, ornamentando-o para o efeito, fazendo ao mesmo tempo uma recreação das mais belas ornamentações e entradas de Festas anteriores. A deste ano será o 2º. e não o 1º Jardim Florido.
Oxalá que esta ação venha em boa hora e seja um êxito retumbante para que a próxima edição das Festas do Povo seja ima realidade.
Campo Maior, 11 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
MISERICÓRDIA DE CAMPO MAIOR - Acusada de má gestão por inveja ou cobardia do responsável pelo Blogue "CAMPO MAIOR"
Como habitualmente, faço uma leitura atenta de todos os Blogues da Região, especialmente os da nossa Terra e por vezes até os comento como prova de solidariedade e apreço, fazendo-o sempre numa perspetiva de crítica construtiva, todavia, quando o tema justifica usar uma linguagem mais dura, faço com o respeito que as pessoas me merecem, sejam elas quem forem, dou a cara e não uso o anonimato.
Todos os que me leem sabem quem é o Siripipi-Alentejano e não uso esta fonte informativa para ofender seja quem for, no entanto posso afirmar que só conheço dois ou três autores de Blogues de Campo Maior, os restantes pugnam por não se identificarem.
O tema de hoje vem a propósito dos posts que o Blogue “CAMPO MAIOR” tem vindo a publicar desde que a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior tomou posse em Novembro de 2007.
Na verdade, pela forma de escrever e como aborda o assunto, dá-me a entender que o gestor desse Blogue (que julgo saber quem é) e autor da prosa, é uma pessoa rancorosa e frustrada por não ter conseguido continuar à frente dos desígnios daquela Instituição formando uma lista para concorrer.
Os assuntos objeto das suas críticas destrutivas e ofensivas da integridade moral da atual Mesa Administrativa estão relacionados com a gestão daquela Instituição relativamente à alienação da Herdade da Grulha; encerramento da Rádio Campo Maior; destruição de Património, etc. mas enalteceu a Gestão de Qualidade do anterior Provedor, nestes termos “Conta quem sabe…” e quem sabe é ele autor do Blogue CAMPO MAIOR. É preciso ter lata!
Como afirmei, também gosto de comentar outros Blogues, o CAMPO MAIOR foi o único que utilizou o lápis azul num comentário que lhe enviei, eu também o fiz uma vez porque o anónimo que comentou o meu post ofendia uma personalidade da nossa Terra com ataques pessoais, o que não permiti, mas dei conhecimento a todos os leitores no post seguinte.
È de lamentar que no mandato anterior a 2007, a ex-Mesa Administrativa, (como um ato de excelente gestão !!!) também alienou património, adquiriu uma Mota e automóvel BMW de gama alta para uso do Provedor (que depois alienou face as críticas de que foi objeto) e de ter deixado um enorme passivo, como na altura era falado! Será isto uma boa gestão?
Vem agora dizer que a Misericórdia deixou de produzir riqueza, de criar postos de trabalho, de contribuir para o desenvolvimento local, para, em troca disto, colaborar com a instalação de atividades concorrentes do comércio local. No período da sua gestão, segundo consta, o despesismo era enormíssimo e a democracia era uma palavra vã, prevalecia o “eu quero, posso e mando”, só a sua palavra contava, as admissões de Pessoal e de novos mesários só eram permitidas com o seu aval e deu-se ao luxo de chumbar a admissão de um grupo de pessoas idóneas porque pensava que lhe queriam retirar a cadeira do poder, eu encontrava-me nesse grupo. É esta a visão democrática do então Provedor, cujo nome não indico, mas que todos o conhecem.
Acresce que é a ele (anterior Provedor) que a atual Provedora deveria imputar responsabilidades usando para tal um frase parecida à inicial do seu Post “Destruir, destruir, destruir foi o lema e a ação de quem deixou uma pesada herança a quem efetivamente assumiu em 2007 os destinos da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior”
Não se deve criticar pessoas quando por cima das nossas cabeças há telhados de vidro, leiam os Post do Blogue “CAMPO MAIOR” e digam se tenho ou não a razão do meu lado.
As Misericórdias nasceram em 1498, no ano em que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, no entanto, em 1484 a Rainha D. Leonor e Frei Miguel Contreiras e um grupo de “bons e fiéis cristãos” e das mais altas personalidades religiosas e civis, assumiram o compromisso de se dedicar à prática das 14 Obras de Misericórdia quando fosse possível.
Pela mão da Rainha D. Leonor surgiu a Irmandade da N.ª Senhora da Misericórdia de Lisboa com a aprovação do Rei D. Manuel, tornou-se a génese de todas as Misericórdias que se lhe seguiram até aos nossos dias.
Ao longo destes cinco séculos de existência, a ação de assistência socias das Misericórdias assenta nos pilares das já referidas 14 Obras de Misericórdia e primam por tratar todos os seres humanos como irmãos, independentemente da sua raça, linguagem e cultura, instalaram e mantinham hospitais e outros equipamentos de promoção de ação social, de educação, ao serviço de toda a população.
O que seria das nossas crianças em idade pré-escolar (infantário) e dos nossos idosos se a nossa Misericórdia não possuísse de um Lar e um Centro de Dia?
Para gerir uma Instituição como a Misericórdia, onde não abunda dinheiro suficiente, torna-se necessário angariar fundos junto das Entidades Oficiais para acorrer às despesas, alienando algum do Património existente que é desnecessário e que está em degradação a olhos visto.
Os Campomaiorenses devem orgulhar-se desta Instituição de Solidariedade Social e não denegrir a sua imagem como o pretendeu fazer o Blogue “CAMPO MAIOR”.
Campo Maior, 8 de Agosto de 2012
Siripipi-Alentejano
sábado, 4 de agosto de 2012
SAIBA QUANTOS FUNCIONÁRIOS AUTARQUICOS HÁ NO DISTRITO
Os Municípios como Organismos de Administração Pública para desempenharem as atribuições e competências que a Lei lhes confere, dispõem de Quadros de Pessoal próprios, sendo estes um reflexo do Princípio da Autonomia que a Constituição lhes consigna. O Quadro de Pessoal é o elenco dos lugares permanentes que são distribuídos por carreiras e categorias, considerados necessários para a prossecução das atividades de cada Serviço. Na verdade os Quadros foram criados para dar resposta às suas necessidades, o que pressupõe que só em casos excecionais é que deveriam admitir Pessoal além do Quadro – os chamados Contratados ou Avençados.
Atualmente as Autarquias estão condicionadas na admissão de mais funcionários por força de legislação recente e também pela crise financeira que se vive e pelo endividamento que a maioria dos Municípios gerou em todo o País, existindo muitos que se encontram à beira da insolvência. Há Autarquias que têm Pessoal em excesso e por vezes mal aproveitado, de quem será a culpa?
São estes e outros fatos que me levaram a pesquisar na Net e encontrei um trabalho muito interessante publicado no “negócios on-line” dedicado a este tema a nível nacional, que pretendo dar-vos conhecer sinteticamente, relativamente ao nosso Distrito.
Segundo o Jornal “negócios on-line”, nas Autarquias no final de 2010, a média de trabalhadores ao seu serviço, por mil habitantes, era de 19,6. E pela infografia publicada, os Municípios do Distrito de Portalegre apresentam os números que seguem, contudo, há um dado que importa salientar em relação aos Municípios Alentejanos, a ausência de empresas que promovam a atividade económica justifica o fato de, no Alentejo interior, os Municípios empregarem mais pessoas do que no resto do território.
Concelho Nº Func./1.000 Nº.Hab.p/Conc. Nº.Func.p/Munic.
Avis……………………………. 45………………….. 4.576…………. 206…… 2010
Alter do Chão........... 43,2……………….. 3.591…………. 155 ««
Arronches…………………… 32,5………………… 3.165…………. 103 ««
Campo Maior……………….. 27,6………………… 8.793………… 243 ««
Castelo de Vide……………. 50,4………………… 3.376…………. 170 ««
Crato…………………………. 30,6………………… 3.786…………. 116 ««
Elvas…………………………. 10,8………………… 23.087………… 249 ««
Fronteira……………………. 27…………………… 3.412…………. 92 ««
Gavião……………………….. 32,3………………… 4.145…………. 134 ««
Marvão………………………. 31,8………………… 3.553…………. 113 ««
Monforte……………………. 47,2………………… 3.351………….. 158 ««
Nisa………………………….. 35,9……………….. 7.350…………… 269 ««
Portalegre…………………. 17,1……………….. 24.973………….. 428 ««
Ponte de Sor………………. 17,4………………… 16.691…………. 290 ««
Sousel……………………….. 28…………………… 5.103…………..143 ««
TOTAL…………………….. 31,7…………………118.952
Face aos dados acima referidos, no nosso Distrito, a média de trabalhadores por 1ooo/Hab. é de 31,7, estando acima 8 Municípios e 6 abaixo (Campo Maior; Crato; Elvas; Fronteira Portalegre; Ponte de Sor e Sousel)
Importa ainda referir que no final de 2010, a média nacional era de 19,6, havendo acima ou iguais (191) do que estão abaixo (117), na maioria dos Municípios o aumento verificou-se face à descentralização de competências do sector da Educação que obrigou 112 Municípios a absorver para a sua estrutura cerca de 11.000 funcionários do Ministério da Educação.
Com as exíguas verbas que os Municípios dispõem, acrescidos do custo da crise, a vida financeira e a gestão desse Pessoal tem que ser precisa e transparente, para que não caiam no abismo.
A nossa Autarquia também tem pessoal em excesso, o custo desse Pessoal ultrapassa os 2.000.000 €, perante estes dados o que dizer!
Muito mais haveria para dizer, fico por aqui, tirem as ilações que acharem por convenientes, todos estes custos são suportados por nós, é necessário alguma contenção nas Despesas Correntes para que possa haver mais verbas para Despesas de Investimento produtivo, todavia, não quero deixar de salientar que a obra executada pelo nosso Executivo é imensa e de qualidade.
Campo Maior, 4 de Agosto de 2012
Siripipi-alentejano
Atualmente as Autarquias estão condicionadas na admissão de mais funcionários por força de legislação recente e também pela crise financeira que se vive e pelo endividamento que a maioria dos Municípios gerou em todo o País, existindo muitos que se encontram à beira da insolvência. Há Autarquias que têm Pessoal em excesso e por vezes mal aproveitado, de quem será a culpa?
São estes e outros fatos que me levaram a pesquisar na Net e encontrei um trabalho muito interessante publicado no “negócios on-line” dedicado a este tema a nível nacional, que pretendo dar-vos conhecer sinteticamente, relativamente ao nosso Distrito.
Segundo o Jornal “negócios on-line”, nas Autarquias no final de 2010, a média de trabalhadores ao seu serviço, por mil habitantes, era de 19,6. E pela infografia publicada, os Municípios do Distrito de Portalegre apresentam os números que seguem, contudo, há um dado que importa salientar em relação aos Municípios Alentejanos, a ausência de empresas que promovam a atividade económica justifica o fato de, no Alentejo interior, os Municípios empregarem mais pessoas do que no resto do território.
Concelho Nº Func./1.000 Nº.Hab.p/Conc. Nº.Func.p/Munic.
Avis……………………………. 45………………….. 4.576…………. 206…… 2010
Alter do Chão........... 43,2……………….. 3.591…………. 155 ««
Arronches…………………… 32,5………………… 3.165…………. 103 ««
Campo Maior……………….. 27,6………………… 8.793………… 243 ««
Castelo de Vide……………. 50,4………………… 3.376…………. 170 ««
Crato…………………………. 30,6………………… 3.786…………. 116 ««
Elvas…………………………. 10,8………………… 23.087………… 249 ««
Fronteira……………………. 27…………………… 3.412…………. 92 ««
Gavião……………………….. 32,3………………… 4.145…………. 134 ««
Marvão………………………. 31,8………………… 3.553…………. 113 ««
Monforte……………………. 47,2………………… 3.351………….. 158 ««
Nisa………………………….. 35,9……………….. 7.350…………… 269 ««
Portalegre…………………. 17,1……………….. 24.973………….. 428 ««
Ponte de Sor………………. 17,4………………… 16.691…………. 290 ««
Sousel……………………….. 28…………………… 5.103…………..143 ««
TOTAL…………………….. 31,7…………………118.952
Face aos dados acima referidos, no nosso Distrito, a média de trabalhadores por 1ooo/Hab. é de 31,7, estando acima 8 Municípios e 6 abaixo (Campo Maior; Crato; Elvas; Fronteira Portalegre; Ponte de Sor e Sousel)
Importa ainda referir que no final de 2010, a média nacional era de 19,6, havendo acima ou iguais (191) do que estão abaixo (117), na maioria dos Municípios o aumento verificou-se face à descentralização de competências do sector da Educação que obrigou 112 Municípios a absorver para a sua estrutura cerca de 11.000 funcionários do Ministério da Educação.
Com as exíguas verbas que os Municípios dispõem, acrescidos do custo da crise, a vida financeira e a gestão desse Pessoal tem que ser precisa e transparente, para que não caiam no abismo.
A nossa Autarquia também tem pessoal em excesso, o custo desse Pessoal ultrapassa os 2.000.000 €, perante estes dados o que dizer!
Muito mais haveria para dizer, fico por aqui, tirem as ilações que acharem por convenientes, todos estes custos são suportados por nós, é necessário alguma contenção nas Despesas Correntes para que possa haver mais verbas para Despesas de Investimento produtivo, todavia, não quero deixar de salientar que a obra executada pelo nosso Executivo é imensa e de qualidade.
Campo Maior, 4 de Agosto de 2012
Siripipi-alentejano
segunda-feira, 30 de julho de 2012
A AMIZADE NA DOENÇA
A saúde e a amizade devem permanentemente integrar a vida de cada um. É nos momentos mais difíceis da nossa vida, especialmente na doença ou na perda de um ente querido, que esse bem nos conforta, alivia a dor, ajudando-nos numa recuperação mais rápida.
Durante seis anos, por insuficiência renal submeti-me a tratamento de hemodiálise, três vezes por semana, o que limitou e de que maneira toda a minha vida, mas sempre com uma ténue esperança que um dia aparecia um Rim compatível e pudesse ser passível de transplante, apesar da lista de espera contar com alguns milhares de candidatos.
A verdade é que além da família, os amigos também estavam preocupados e apoiaram-me na doença, deram-me esperança e força para percorrer esta via-sacra.
Felizmente, na madrugada de 4 de Dezembro de 2011, os Hospitais da Universidade de Coimbra informaram-me que tinha um Rim compatível e que me apresentasse com a máxima urgência para ser transplantado. Nesse dia, pelas quinze horas, fui submetido, com êxito, ao respetivo transplante e hoje, passado seis meses de acompanhamento pós-transplantado foi-me dada alta, o que pressupõe fazer uma vida normal, mas com alguns cuidados.
Na verdade, o Siripipi Alentejano, fez uma pausa e hoje reapareço com forças redobradas, mas antes de começar a Postar sobre outros temas, quero agradecer a todos os que se interessaram pela minha saúde, especialmente alguns Bloguista e a generalidade dos amigos, deixando-lhes um texto que escrevi em Dezembro de 1991 num almoço do Grupo de Amigos dos anos 60, que igualmente vos dedico com simpatia e amizade.
Bem-haja
RECORDANDO…RECORDANDO…RECORDANDO…Se há momentos do nosso passado que queremos recordar, é sem dúvida a nossa juventude a que mais se impõe.
É nela que pretendemos rever-nos! É nela que imputamos muito do que não somos e queríamos ter sido!
Foi nela que nasceu as nossas primeiras ambições e em quem também residiu as nossas primeiras frustrações!
Os tempos mudaram, crescemos, fizemo-nos homens, os nossos caminhos por imperativos da vida dividiram-se, todavia, a nossa amizade perdurou.
Hoje mais do que ontem, gostamos de recordar o nosso passado…recordar é viver… é nesse recordar que reside a essência do nosso encontro anual. É nesse encontro que regressamos a esse passado recente, é nesse momento que a nossa alegria explode, que deixamos de ser o que hoje somos e momentaneamente passamos a ser o que éramos ontem! São as noites dos anos 60 que voltam, são as nossas alegrias que se revivem, são os desentendimentos de então que lembramos e que mais nos faz unir.
É um sem fim de factos que cada ano nos obriga na realização de outros encontros. É uma vivência sã, desinibida, própria de que defende que a AMIZADE é um dom sobre natural, que é um símbolo próprio dos que se respeitam e pugnam por este ideário.
Tiago Veríssimo
sábado, 3 de setembro de 2011
FESTAS DO POVO - Campo Maior 2011
A magia de um Povo surgiu na aurora do dia 27 de Agosto e Campo Maior transformou-se numa "Primavera em Agosto/Setembro", foi um acto de puro marabilismo que só os Campomaiorenses podem executar.
Os olhos estaziados dos milhares e milhares de visitantes e as suas admirações são um bálsamo para as mãos hábeis dos homens e mulheres da minha Terra, é a arte e alegria de um Povo que durante o dia trabalha e à noite, em suas casas, fazem as flores e os artefactos que engalanam as 104 ruas.
As Festas do Povo são um espectáculo genuíno da nossa Cultura Popular, poucos são os Povos que conseguem realizar esta grande magia de cor e beleza, daí, quem sabe, esta nossa forma de entender o dia-a-dia, de saborear a vida, de ligar os sentimentos, de estimar os que nascem vizinhos e abriram os olhos para os mesmos projectos, as mesmas encruzilhadas, o mesmo desespero de viver encostado a uma porta que estava fechada, mas que no dia 27 se abriu ao Mundo com uma vontade enorme de mostrar a sua realidade e do que somos capazes de fazer. As fotos que se seguem demonstrar-vos-á essa força que os Campomaiorenses herdaram dos seus antepassados, mas sempre pensado que as gerações vindoiras irão dar continuidade às Festas.
O Siripipi-alentejano deseja a todos os visitantes as boas vindas e que desfrutem com alegria este Jardim Paradisíaco.
domingo, 31 de julho de 2011
As Festas do Povo
A propósito das Festas do Redondo escrevi em 4 de Agosto de 1997, faz esta semana 14 anos, um artigo que publiquei no então “Noticias de Campo Maior” intitulado “Vamos acabar com as imitações”.
Esse trabalho surgiu face a declarações proferidas pelo Senhor Presidente da Câmara do Redondo, por sinal ainda é o mesmo, que numa entrevista dada à RTP em 31 de Julho de 1997, afirmava: “ que as Festas do Redondo são uma tradição daquela Vila, realizadas de vez em quando com algumas interrupções e que são fruto do trabalho de todo o Povo do Redondo”. Nesse mesmo programa intervieram várias pessoas, naturais do Redondo, e as suas palavras foram a cópia fiel daquilo que sempre os Campomaiorenses disseram: “a existência de Comissões de Ruas, o sigilo guardado, a angariação de fundos (noutros tempos), os descantes populares ao serão pelas Ruas.
Hoje numa transmissão directa da TVI sobre as Ruas Floridas do Redondo, aquele Edil voltou a fazer a mesma afirmação, a que se aliou alguns naturais do Redondo, mas que em entrevistas de Rua a locutora ao entrevistar uma visitante que disse que aquelas Festas não se comparavam com as de Campo Maior, cortou-lhe a palavra dizendo que não era permitido fazer publicidade.
Na minha opinião e é bom que fique assente que não sou contra as imitações que se fazem em várias Terras, mas não posso deixar de afirmar que é um plágio das nossas Tradições, da nossa Cultura, dos nossos Usos e Costumes.
É verdade que essas Festas ao imitarem-nos, falta-lhes o nosso poder, a nossa criatividade, a nossa imaginação, a nossa força anímica. Aí também não existe a hospitalidade, a alegria e o carinho que dedicamos aos nossos visitantes, esta trilogia é a expressão maior da nossa forma de ser. Da mesma maneira também lhes falta a brancura das nossas casas, a alvura própria de uma Terra que tem uma adoração especial pelo branco, não fosse essa brancura a razão da alma dos Camponeses.
As últimas Festas segundo o Presidente da Associação, foram visitadas por mais de 1 milhão de Visitantes, este número de turistas (nacionais e estrangeiros) implica que não os podemos defraudar, pois é do esforço, do poder, desse poder inigualável de criatividade e imaginação, das mãos hábeis e maravilhosas do nosso Povo, é que nasce o encanto e o prestígio que as Festas hoje desfrutam e como tal temos que fazer juz a quem nos procura.
Não sou contra as Festas que tentam imitar-nos, pois considero-as como uma forma de reconhecimento das nossas Tradições, da nossa Cultura e dos nossos Usos e Costumes, contudo, não posso permitir que além de nos imitarem, haja quem afirme que as suas Festas (Redondo) sejam uma tradição do seu Povo, esquecendo-se que essa tradição pertence ao Povo de Campo Maior que as realiza há mais de 100 anos.
No século XX, Campo Maior realizou 20 Festas (1923-1927-1936-1937-1938-1939-1941-1944-1952-1953-1957-1961-1964-1972-1983-1985-1989-1995-1998 e 2000) estas são as que se conhecem por factos horas e documentais.
Perdoem-me os que possam não concordar com o que penso, mas ficaria mal com a minha consciência como Campomaiorense, se não defendesse a nossa Cultura e as nossas Tradições. A minha voz não se calará, continuarei a apelar à sua continuidade e isso só é possível se a Juventude de hoje quiser continuar a preservar os nossos usos e costumes, o nosso património cultural, não podemos deixar vulgarizar as Festas do Povo, temos que lutar para que seja a vontade do Povo, a nossa voz interior, a nossa alma Campomaiorense, o nosso amor a exigir que se realizem FESTAS DO POVO.
Não quero terminar este trabalho sem falar noutra das grandes Tradições dos Campomaiorenses, as SAIAS, falar das Festas do Povo e não falar das SAIAS, era esquecer umas das grandes tradições do nosso Povo. Não podemos deixar de recordar com nostalgia os Bailes de Saias, as desgarradas e descantes. É ao serão, enquanto de fazem as flores, que são criadas pelos poetas populares, as afamadas quadras que as finas gargantas entoam as modas novas.
As Festas do Povo “Campo Maior/2011” estão aí!
Elas são o corolário de um mundo de esforço, de dedicação, de poesia, de amor e de bairrismo. Foram meses e meses de luta, de trabalho, de entusiasmo sem limites dedicados à sua preparação na intenção de que um fascinante jardim florido surja, como por encanto, ao despertar da aurora de 27 de Agosto de 2011.
Campo Maior, 1 de Agosto de 2011
siripipi-alentejano
Esse trabalho surgiu face a declarações proferidas pelo Senhor Presidente da Câmara do Redondo, por sinal ainda é o mesmo, que numa entrevista dada à RTP em 31 de Julho de 1997, afirmava: “ que as Festas do Redondo são uma tradição daquela Vila, realizadas de vez em quando com algumas interrupções e que são fruto do trabalho de todo o Povo do Redondo”. Nesse mesmo programa intervieram várias pessoas, naturais do Redondo, e as suas palavras foram a cópia fiel daquilo que sempre os Campomaiorenses disseram: “a existência de Comissões de Ruas, o sigilo guardado, a angariação de fundos (noutros tempos), os descantes populares ao serão pelas Ruas.
Hoje numa transmissão directa da TVI sobre as Ruas Floridas do Redondo, aquele Edil voltou a fazer a mesma afirmação, a que se aliou alguns naturais do Redondo, mas que em entrevistas de Rua a locutora ao entrevistar uma visitante que disse que aquelas Festas não se comparavam com as de Campo Maior, cortou-lhe a palavra dizendo que não era permitido fazer publicidade.
Na minha opinião e é bom que fique assente que não sou contra as imitações que se fazem em várias Terras, mas não posso deixar de afirmar que é um plágio das nossas Tradições, da nossa Cultura, dos nossos Usos e Costumes.
É verdade que essas Festas ao imitarem-nos, falta-lhes o nosso poder, a nossa criatividade, a nossa imaginação, a nossa força anímica. Aí também não existe a hospitalidade, a alegria e o carinho que dedicamos aos nossos visitantes, esta trilogia é a expressão maior da nossa forma de ser. Da mesma maneira também lhes falta a brancura das nossas casas, a alvura própria de uma Terra que tem uma adoração especial pelo branco, não fosse essa brancura a razão da alma dos Camponeses.
As últimas Festas segundo o Presidente da Associação, foram visitadas por mais de 1 milhão de Visitantes, este número de turistas (nacionais e estrangeiros) implica que não os podemos defraudar, pois é do esforço, do poder, desse poder inigualável de criatividade e imaginação, das mãos hábeis e maravilhosas do nosso Povo, é que nasce o encanto e o prestígio que as Festas hoje desfrutam e como tal temos que fazer juz a quem nos procura.
Não sou contra as Festas que tentam imitar-nos, pois considero-as como uma forma de reconhecimento das nossas Tradições, da nossa Cultura e dos nossos Usos e Costumes, contudo, não posso permitir que além de nos imitarem, haja quem afirme que as suas Festas (Redondo) sejam uma tradição do seu Povo, esquecendo-se que essa tradição pertence ao Povo de Campo Maior que as realiza há mais de 100 anos.
No século XX, Campo Maior realizou 20 Festas (1923-1927-1936-1937-1938-1939-1941-1944-1952-1953-1957-1961-1964-1972-1983-1985-1989-1995-1998 e 2000) estas são as que se conhecem por factos horas e documentais.
Perdoem-me os que possam não concordar com o que penso, mas ficaria mal com a minha consciência como Campomaiorense, se não defendesse a nossa Cultura e as nossas Tradições. A minha voz não se calará, continuarei a apelar à sua continuidade e isso só é possível se a Juventude de hoje quiser continuar a preservar os nossos usos e costumes, o nosso património cultural, não podemos deixar vulgarizar as Festas do Povo, temos que lutar para que seja a vontade do Povo, a nossa voz interior, a nossa alma Campomaiorense, o nosso amor a exigir que se realizem FESTAS DO POVO.
Não quero terminar este trabalho sem falar noutra das grandes Tradições dos Campomaiorenses, as SAIAS, falar das Festas do Povo e não falar das SAIAS, era esquecer umas das grandes tradições do nosso Povo. Não podemos deixar de recordar com nostalgia os Bailes de Saias, as desgarradas e descantes. É ao serão, enquanto de fazem as flores, que são criadas pelos poetas populares, as afamadas quadras que as finas gargantas entoam as modas novas.
As Festas do Povo “Campo Maior/2011” estão aí!
Elas são o corolário de um mundo de esforço, de dedicação, de poesia, de amor e de bairrismo. Foram meses e meses de luta, de trabalho, de entusiasmo sem limites dedicados à sua preparação na intenção de que um fascinante jardim florido surja, como por encanto, ao despertar da aurora de 27 de Agosto de 2011.
Campo Maior, 1 de Agosto de 2011
siripipi-alentejano
domingo, 12 de junho de 2011
VAI COMEÇAR A MUDANÇA DAS CADEIRAS DO PODER
No Passado dia 5 de Junho, os Portugueses exerceram um dos seus principais deveres cívicos, eleger o novo elenco governativo. Não vou abordar o tema, nem dissertar sobre a justeza dos resultados, ou sobre se os escolhidos são ou não os melhores.
O Povo escolheu, está escolhido, resta-nos esperar que os Eleitos resolvam os problemas mais prementes, que cumpram o que a Troika impôs para que a crise possa ser ultrapassada. É necessário que o primeiro objectivo seja a melhoria da condição de vida dos Portugueses, a diminuição do número de desempregados criando empregos, o apoio necessário para que a economia cresça. A educação, a Saúde e os imensos problemas existentes na área Social devem igualmente merecer uma atenção especial.
Os Ministros, Secretários e Subsecretários de Estado, os Directores Gerais, os Governadores Civis, os Directores dos Serviços desconcentrados (Comissões de Coordenação, Institutos Públicos, etc.) e os milhares de Boys designados por subserviência política, em breve irão ser substituídos por outros, os rosas irão dar o seu lugar aos Laranjinhas.
É o resultado natural do sufrágio de 5 de Junho.
Mas há uma premissa que o Povo exige, alterar o que está mal e não cometer os mesmos erros que a força política derrotada.
É necessário que a coligação que vier a ser formada e que tudo indica ser de direita, nas nomeações que vier a fazer, quer para o Governo, quer para a gestão desconcentrada, seja devidamente ponderada e os escolhidos reúnam, para bem de todos os Portugueses, os melhores e não somente os seus correligionários e as sanguessugas politiqueiras que os rodeiam.
Todos sabemos que nestes períodos aparecem os boys que rodearam os principais Políticos e que pretendem ver a sua subserviência agraciada com um lugar de charneira.
Foi um dos erros do PS e esses erros em política têm custos elevados, o Povo quer na liderança e na execução dos objectivos preconizados pelos vencedores, isenção, honestidade e pessoas capazes de acarretar com responsabilidade que lhes foi outorgada.
Vamos dar-lhes o benefício da dúvida, para isso é necessário que a mudança das cadeiras e das pessoas seja uma realidade e se o não for o Povo, democraticamente e com liberdade, poderá retirar-lhes a confiança, elegendo outros para os substituir.
Oxalá que o Povo não tenha que reclamar outra mudança!
Campo Maior, 12 de Junho de 2011-06-12
Siripipi-alentejano
O Povo escolheu, está escolhido, resta-nos esperar que os Eleitos resolvam os problemas mais prementes, que cumpram o que a Troika impôs para que a crise possa ser ultrapassada. É necessário que o primeiro objectivo seja a melhoria da condição de vida dos Portugueses, a diminuição do número de desempregados criando empregos, o apoio necessário para que a economia cresça. A educação, a Saúde e os imensos problemas existentes na área Social devem igualmente merecer uma atenção especial.
Os Ministros, Secretários e Subsecretários de Estado, os Directores Gerais, os Governadores Civis, os Directores dos Serviços desconcentrados (Comissões de Coordenação, Institutos Públicos, etc.) e os milhares de Boys designados por subserviência política, em breve irão ser substituídos por outros, os rosas irão dar o seu lugar aos Laranjinhas.
É o resultado natural do sufrágio de 5 de Junho.
Mas há uma premissa que o Povo exige, alterar o que está mal e não cometer os mesmos erros que a força política derrotada.
É necessário que a coligação que vier a ser formada e que tudo indica ser de direita, nas nomeações que vier a fazer, quer para o Governo, quer para a gestão desconcentrada, seja devidamente ponderada e os escolhidos reúnam, para bem de todos os Portugueses, os melhores e não somente os seus correligionários e as sanguessugas politiqueiras que os rodeiam.
Todos sabemos que nestes períodos aparecem os boys que rodearam os principais Políticos e que pretendem ver a sua subserviência agraciada com um lugar de charneira.
Foi um dos erros do PS e esses erros em política têm custos elevados, o Povo quer na liderança e na execução dos objectivos preconizados pelos vencedores, isenção, honestidade e pessoas capazes de acarretar com responsabilidade que lhes foi outorgada.
Vamos dar-lhes o benefício da dúvida, para isso é necessário que a mudança das cadeiras e das pessoas seja uma realidade e se o não for o Povo, democraticamente e com liberdade, poderá retirar-lhes a confiança, elegendo outros para os substituir.
Oxalá que o Povo não tenha que reclamar outra mudança!
Campo Maior, 12 de Junho de 2011-06-12
Siripipi-alentejano
terça-feira, 31 de maio de 2011
Em Campo Maior, SOLIDARIEDADE, não é Palavra vã!
Os Campomaiorenses, ao longo dos anos e nas mais diversas situações, têm demonstrado que são um Povo Solidário. A sua solidariedade está patente em todas as acções e sempre que é necessário, deixam tudo para ajudar o próximo.
A riqueza do nosso Povo assenta em dois factores assaz importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação, património, tradições, usos e costumes e o segundo das suas gentes, da sua juventude.
De todos estes ingredientes, em relação às Tradições, emerge como a maior das suas manifestações artísticas e de SOLIDARIEDADE, as Festas do Povo.
Só a intervenção do Povo e a sua disponibilidade e solidariedade tornam possível a sua maior manifestação cultural, que é ao mesmo tempo um fenómeno social de cariz popular.
Na semana passada a SANZÉ, sediada na Zona Industrial, foi palco de um enormíssimo incêndio que quase a destruiu na totalidade. A SANZÉ é uma empresa familiar, que ao longo dos últimos 25 anos, conseguiu que os seus produtos fossem reconhecidos e certificados como produtos de QUALIDADE.
Campo Maior é por excelência uma Terra feliz pelas Industrias que possui, os Cafés, os Enchidos, a Azeitona e os produtos SANZÉ são o exemplo, por isso, os Campomaiorenses devem orgulhar-se e agradecer o espírito empreendedor dos nossos Empresários, sejam eles pequenos ou grandes, o resultado está no reconhecimento que lhes é dado pelos consumidores.
A SANZÉ é fruto de um trabalho insano, profícuo, de coragem que conseguiu sobreviver neste mundo cão muitas vezes sem regras, mas João Cachola indiferente às dificuldades atingiu os seus objectivos.
O povo de Campo Maior sentiu a catástrofe que recaiu sobre a SANZÉ e de imediato, com o tal espírito de solidariedade que lhe é reconhecido, disse de imediato PRESENTE, colaborando no ataque ao incêndio e no rescaldo.
No dia imediato compareceu em massa, ajudando na limpeza e na recuperação do que era possível. Com o mesmo espírito solidário, um Empresário local, emprestou-lhe a sua fábrica para que prosseguisse a sua actividade, mais uma vez a solidariedade imperou, a nave foi limpa e já hoje produziu Batas Fritas.
É este espírito aberto, franco e solidário que faz parte da génese do nosso Povo.
João Cachola que sempre lutou pela sua empresa irá de novo lutar para que no mais curto espaço de tempo este percalço, tenho a certeza que em breve tudo isto será passado.
Oxalá que continuem a aparecer mais Industrias para bem dos Campomaiorenses e que haja muitos João Cacholas criando dezenas e dezenas de postos de trabalho.
Na nossa Terra a palavra “Solidariedade” não é palavra vã.
Siripipi-alentejano
A riqueza do nosso Povo assenta em dois factores assaz importantes, o primeiro deriva da congregação existente entre a sua história, cultura, educação, património, tradições, usos e costumes e o segundo das suas gentes, da sua juventude.
De todos estes ingredientes, em relação às Tradições, emerge como a maior das suas manifestações artísticas e de SOLIDARIEDADE, as Festas do Povo.
Só a intervenção do Povo e a sua disponibilidade e solidariedade tornam possível a sua maior manifestação cultural, que é ao mesmo tempo um fenómeno social de cariz popular.
Na semana passada a SANZÉ, sediada na Zona Industrial, foi palco de um enormíssimo incêndio que quase a destruiu na totalidade. A SANZÉ é uma empresa familiar, que ao longo dos últimos 25 anos, conseguiu que os seus produtos fossem reconhecidos e certificados como produtos de QUALIDADE.
Campo Maior é por excelência uma Terra feliz pelas Industrias que possui, os Cafés, os Enchidos, a Azeitona e os produtos SANZÉ são o exemplo, por isso, os Campomaiorenses devem orgulhar-se e agradecer o espírito empreendedor dos nossos Empresários, sejam eles pequenos ou grandes, o resultado está no reconhecimento que lhes é dado pelos consumidores.
A SANZÉ é fruto de um trabalho insano, profícuo, de coragem que conseguiu sobreviver neste mundo cão muitas vezes sem regras, mas João Cachola indiferente às dificuldades atingiu os seus objectivos.
O povo de Campo Maior sentiu a catástrofe que recaiu sobre a SANZÉ e de imediato, com o tal espírito de solidariedade que lhe é reconhecido, disse de imediato PRESENTE, colaborando no ataque ao incêndio e no rescaldo.
No dia imediato compareceu em massa, ajudando na limpeza e na recuperação do que era possível. Com o mesmo espírito solidário, um Empresário local, emprestou-lhe a sua fábrica para que prosseguisse a sua actividade, mais uma vez a solidariedade imperou, a nave foi limpa e já hoje produziu Batas Fritas.
É este espírito aberto, franco e solidário que faz parte da génese do nosso Povo.
João Cachola que sempre lutou pela sua empresa irá de novo lutar para que no mais curto espaço de tempo este percalço, tenho a certeza que em breve tudo isto será passado.
Oxalá que continuem a aparecer mais Industrias para bem dos Campomaiorenses e que haja muitos João Cacholas criando dezenas e dezenas de postos de trabalho.
Na nossa Terra a palavra “Solidariedade” não é palavra vã.
Siripipi-alentejano
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Eu, Socialista, me confesso.
Desde 1976 que sou militante do PS e na Assembleia Municipal até ao final do último Mandato fui deputado Municipal, tendo igualmente desempenhado o cargo de Presidente daquele Órgão, na parte final do Mandato de Fernando Caraças.
Durante mais de 20 anos, com urbanidade e sentido de responsabilidade pelos Campomaiorenses, todos os Eleitos, independentemente da força que os elegeu, defenderam e pugnaram pelo desenvolvimento da nossa Terra. Nem sempre havia concordância, todavia, o bom senso imperava e a esmagadora maioria dos assuntos presentes para discussão, foram aprovados. Em primeiro lugar estavam os Campomaiorenses, o interesse partidário estava reservado para as suas elites.
Portugal vai ter eleições legislativas, os partidos políticos estão em pré-campanha e com demagogia ou sem ela, digladiam-se e acusam-se mutuamente com uma única finalidade, a cadeira do Poder.
A crise está instalada, o País está sem dinheiro à beira da banca rota, o PS na sua acção eleitoral acusa os Partidos da Oposição por não terem aprovado o PEC IV e serem os responsáveis pela TROIKA. Os partidos da Esquerda dizem que os culpados são o PS/PSD e CDS, e o PSD e CDS querem responsabilizar unicamente o PS, como se eles não tivessem viabilizado os OE, ou melhor “querem fugir com o rabo da seringa”.
Todo este chorrilho de ataques e defesas prejudica somente o Povo Português, especialmente os mais pobres.
Esta introdução vem a propósito das eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho, os representantes que os Partidos Políticos nos impigem, vão-nos visitar, dar abraços e beijos, vão prometer mundos e fundos, mas depois de Eleitos borrifam-se naqueles que os elegeram.
É aqui que reside, na minha opinião, um erro de lesa pátria, na escolha dos representantes de cada Distrito, no caso de Portalegre só são eleitos 2 Deputados e ultimamente têm recaído em eleitos do PS e PSD.
A forma como são indicados os candidatos a Deputados depende dos Estatutos de cada Partido, no caso do PS o Estatuto (art. 91) diz que compete à Comissão Politica da Federação aprovar a constituição da lista com a observância dos critérios objectivos a C.P. Nacional. Diz ainda que tendo em conta a dimensão do círculo eleitoral, a CPN pode designar candidatos, indicando o seu lugar, essa indicação não pode exceder 30% do número de deputados eleitos pelo círculo.
Miranda Calha que foi sempre a 1ª escolha da Federação, só aparecia em altura de eleições e muito poucas vezes entreviu no Plenário na apresentação de assunto deste Distrito ou em defesa do mesmo, na minha opinião, ao longo dos anos tornou-se um Velho do Restelo, deixando as defesas dos nossos interesses ao Deputado eleito pelo PSD e nalgumas vezes foi o Deputado do PCP, João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora que defendeu os interesses dos doentes do Distrito, sujeitos a tratamento de hemodiálise, que eram tratados no antigo Sanatório em condições desumanas, foi a sua intervenção que despoletou a construção de 2 novos Centros já em funcionamento.
Coube ontem a Campo Maior conhecer a lista dos seus candidatos, não estive presente porque entendo que o candidato que encabeça a lista, natural das Caldas da Rainha e que tem desempenhado as funções de Secretário de Estado é-nos imposto pela Comissão Politica Nacional, como se no nosso Distrito, entre mais de 80.000 habitantes não houvesse ninguém capaz de desempenhar essa função! Poder-me-ão dizer que o segundo, terceiro e restantes são do Distrito, é argumento que não partilho uma vez que, infelizmente, o PS só irá eleger o 1º da Lista. Posso ainda questionar, por acaso o Candidato indigitado conhece todo o Distrito? Conhecerá os Problemas da Insegurança, de Pobreza, de Exclusão Social, de Desemprego? Certamente que não, para estar dentro deles não é a pré-campanha e os comícios que o vão elucidar, para isso é necessário estar no terreno, conhecer as pessoas e visualizá-los in loco.
São estas e outras atitudes que me levam a falar do meu partido, mas o PS é dos poucos partidos que reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, é com base neste direito e com o respeito que me merece as decisões democraticamente tomadas, que proferi esta confissão.
Será que o que é nossa não presta ou então “Santos da casa não faz Milagres” Infelizmente iremos ter que viver com que nos impõem, quer para a resolução da crise, quer na política distrital.
Campo Maior, 18 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
Durante mais de 20 anos, com urbanidade e sentido de responsabilidade pelos Campomaiorenses, todos os Eleitos, independentemente da força que os elegeu, defenderam e pugnaram pelo desenvolvimento da nossa Terra. Nem sempre havia concordância, todavia, o bom senso imperava e a esmagadora maioria dos assuntos presentes para discussão, foram aprovados. Em primeiro lugar estavam os Campomaiorenses, o interesse partidário estava reservado para as suas elites.
Portugal vai ter eleições legislativas, os partidos políticos estão em pré-campanha e com demagogia ou sem ela, digladiam-se e acusam-se mutuamente com uma única finalidade, a cadeira do Poder.
A crise está instalada, o País está sem dinheiro à beira da banca rota, o PS na sua acção eleitoral acusa os Partidos da Oposição por não terem aprovado o PEC IV e serem os responsáveis pela TROIKA. Os partidos da Esquerda dizem que os culpados são o PS/PSD e CDS, e o PSD e CDS querem responsabilizar unicamente o PS, como se eles não tivessem viabilizado os OE, ou melhor “querem fugir com o rabo da seringa”.
Todo este chorrilho de ataques e defesas prejudica somente o Povo Português, especialmente os mais pobres.
Esta introdução vem a propósito das eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho, os representantes que os Partidos Políticos nos impigem, vão-nos visitar, dar abraços e beijos, vão prometer mundos e fundos, mas depois de Eleitos borrifam-se naqueles que os elegeram.
É aqui que reside, na minha opinião, um erro de lesa pátria, na escolha dos representantes de cada Distrito, no caso de Portalegre só são eleitos 2 Deputados e ultimamente têm recaído em eleitos do PS e PSD.
A forma como são indicados os candidatos a Deputados depende dos Estatutos de cada Partido, no caso do PS o Estatuto (art. 91) diz que compete à Comissão Politica da Federação aprovar a constituição da lista com a observância dos critérios objectivos a C.P. Nacional. Diz ainda que tendo em conta a dimensão do círculo eleitoral, a CPN pode designar candidatos, indicando o seu lugar, essa indicação não pode exceder 30% do número de deputados eleitos pelo círculo.
Miranda Calha que foi sempre a 1ª escolha da Federação, só aparecia em altura de eleições e muito poucas vezes entreviu no Plenário na apresentação de assunto deste Distrito ou em defesa do mesmo, na minha opinião, ao longo dos anos tornou-se um Velho do Restelo, deixando as defesas dos nossos interesses ao Deputado eleito pelo PSD e nalgumas vezes foi o Deputado do PCP, João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora que defendeu os interesses dos doentes do Distrito, sujeitos a tratamento de hemodiálise, que eram tratados no antigo Sanatório em condições desumanas, foi a sua intervenção que despoletou a construção de 2 novos Centros já em funcionamento.
Coube ontem a Campo Maior conhecer a lista dos seus candidatos, não estive presente porque entendo que o candidato que encabeça a lista, natural das Caldas da Rainha e que tem desempenhado as funções de Secretário de Estado é-nos imposto pela Comissão Politica Nacional, como se no nosso Distrito, entre mais de 80.000 habitantes não houvesse ninguém capaz de desempenhar essa função! Poder-me-ão dizer que o segundo, terceiro e restantes são do Distrito, é argumento que não partilho uma vez que, infelizmente, o PS só irá eleger o 1º da Lista. Posso ainda questionar, por acaso o Candidato indigitado conhece todo o Distrito? Conhecerá os Problemas da Insegurança, de Pobreza, de Exclusão Social, de Desemprego? Certamente que não, para estar dentro deles não é a pré-campanha e os comícios que o vão elucidar, para isso é necessário estar no terreno, conhecer as pessoas e visualizá-los in loco.
São estas e outras atitudes que me levam a falar do meu partido, mas o PS é dos poucos partidos que reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, é com base neste direito e com o respeito que me merece as decisões democraticamente tomadas, que proferi esta confissão.
Será que o que é nossa não presta ou então “Santos da casa não faz Milagres” Infelizmente iremos ter que viver com que nos impõem, quer para a resolução da crise, quer na política distrital.
Campo Maior, 18 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
quarta-feira, 11 de maio de 2011
PISCINA COBERTA-Custos, anomalias e encargos financeiros
No passado dia 10 de Abril publiquei um Post relacionado com a abertura da Piscina e esse artigo mereceu, por parte dos seus leitores, mais de uma dezena de comentários questionando-me sobre o que se passou para que a Piscina só tenha aberto passado mais de dois anos da sua inauguração.
Apesar de eu ter adiantado, noutros artigos, algumas dessas situações, vou hoje de uma vez por todas prestar esse esclarecimento, quando deveria ter sido o Município por comunicado ou Boletim Municipal a fazê-lo.
Pese embora a demora, no acto da reabertura e depois do descerramento de uma placa alusiva, o Senhor Presidente na sua intervenção levantou um pouco do véu e enumerou alguns dos factos.
Nos meus artigos sobre a Piscina, alguns publicados na vigência do anterior Executivo, tive o cuidado de enumerar todos os problemas que estiveram relacionados com a construção, adjudicação, financiamento e outras anomalias técnicas.
Posto isto, vamos ao que interessa, trata-se e uma Piscina “Que é de quem não “ e porquê? A Câmara, para o efeito, criou uma Empresa Municipal – Campomayor XXI – com poderes para a sua construção e foi igualmente a Câmara Municipal que avalisou um empréstimo de 5.000.000,00 € na C.G.D. pagável em 20 anos. É óbvio que os encargos com amortizações e juros seriam suportados pelo Município uma vez que a Empresa Municipal não disporia de receitas próprias. Mais tarde, o então Presidente da Campomayor XXI com o aval do também então Presidente do Município, resolveram propor à Assembleia Municipal, a criação de uma parceria público privada, que por escritura público passou a denominar-se Campiscinas S.A., sedo 51% do seu capital subscrito pela MGR e os restantes 49% pela Campomayor XXI, o que pressuporia a divisão dos encargos!
Entretanto, como já expliquei detalhadamente no meu último artigo, a Piscina foi construída pelo sócio maioritário “MGR”, residindo nesta adjudicação inúmeras ilegalidades como será explicado mais adiante.
Apesar das explicações dadas pelo Senhor Presidente, na última sessão da Assembleia Municipal, celebrada no dia 6 de Maio, o grupo o PS, fez uma intervenção antes da ordem do ia, em foi dado a conhecer os verdadeiros motivos dos impasses porque passou este equipamento.
O actual Executivo, apesar de muitos Campomaiorenses discordarem, a Piscina foi um pesado legado, o que levou os novos Edis a solicitar uma auditoria às contas da Campomayor XXI e em reunião de 5 de Maio de ano em curso, o Jurista do Município, esclareceu o Executivo dos resultado da auditoria realizada pela Empresa Auditora KPMG & Associados, que lhe permite adiantar pelos documentos recolhidos que possibilitam identificar a existência de indícios de irregularidades graves, susceptíveis de integrar infracções criminais, nomeadamente os previstos para titulares de cargos públicos. Igualmente poder-se-ia adiantar a existência de irregularidades graves na contratação com a MGR; a previsão de valores incomportáveis; a falta de cumprimento de inúmeras obrigações contabilísticas; a admissão de 14 trabalhadores; o incumprimento da legislação aplicável na selecção do parceiro público-privado; a falta de fundamentação do relatório da comissão de análise das propostas para apreciação do mérito de escolha da proposta recebida; a inexistência do Visto do Tribunal de Contas para a celebração da parceria; a falta de fundamentação para os termos acordados o contrato de promessa de arrendamento celebrado com a Campiscinas S.A.; a falta de apresentação de fundamentação para o valor da venda do direito de superfície; a falta de suporte para transferência do Município e para os valores de proveitos reconhecidos pela Campomayor XXI. Face ao seu conteúdo o Executivo deliberou participar ao M.P. todas estas constatações.
Entretanto, o Grupo do PS na Assembleia Municipal justificou a razão porque não estavam reunidas as condições legais para a sua abertura, designadamente: Licença de Utilização; Falta da certificação energética do edifício, a certificação das instalações eléctricas e de telefone, da rede de gás, o plano de segurança do edifício, entre outras. Segundo o Deputado Municipal, em finais de Outubro de 2009, o complexo de Piscinas estava fechado e era uma obra inacabada, já com sinais de degradação na estrutura, face à ausência de energia eléctrica, que não permitia a ventilação do espaço.
Outros do motivos invocados na A.M., foi o aspecto financeiro, os compromissos bancários não foram respeitados e encontravam-se vencidos. Entre 2008 e 2009, foram apenas liquidados 218 mil euros dos 900 mil em dívida.
Perante esta situação, o Executivo teve que encetar conversações com a entidade bancária e o parceiro privado. Conseguiu fazer com que este renunciasse a participações no negócio através das empresas participadas.
Ao cabo de imenso trabalho, o Executivo consegui renegociar o empréstimo tendo-se elaborado um novo acordo, que permite manter, dentro do possível, o normal funcionamento do Município.
O empréstimo inicial de 20 anos, que comprometia os cofres do Município, a pagar durante 18 desses 20 anos, 428.600,00 euros para amortizar a dívida, representavam para a C.M., através dos encargos com as piscinas cobertas, 10% das transferências anual que o Município recebe do Estado. Ainda, segundo o Deputado Municipal do PS, o empréstimo entretanto renegociado, estende-se agora, por 30 anos, com condições mais favoráveis, para garantir a abertura consciente do Complexo, sem comprometer em demasia a liquidez do Município.
Em resumo, as Piscinas não vão custar só 4.500.000,00 € aos campomaiorenses, vão custar mais de 8.000.000,00 €.
Eram estas as respostas que deveriam ter sido dada a todos os Munícipes, para bem da transparência a que os Eleitos estão obrigados. Esta explicação levará a que sejam retiradas as ilações necessárias para que possamos ajuizar o comportamento dos Edis que formaram o anterior Executivo.
Siripipi-alentejano
Apesar de eu ter adiantado, noutros artigos, algumas dessas situações, vou hoje de uma vez por todas prestar esse esclarecimento, quando deveria ter sido o Município por comunicado ou Boletim Municipal a fazê-lo.
Pese embora a demora, no acto da reabertura e depois do descerramento de uma placa alusiva, o Senhor Presidente na sua intervenção levantou um pouco do véu e enumerou alguns dos factos.
Nos meus artigos sobre a Piscina, alguns publicados na vigência do anterior Executivo, tive o cuidado de enumerar todos os problemas que estiveram relacionados com a construção, adjudicação, financiamento e outras anomalias técnicas.
Posto isto, vamos ao que interessa, trata-se e uma Piscina “Que é de quem não “ e porquê? A Câmara, para o efeito, criou uma Empresa Municipal – Campomayor XXI – com poderes para a sua construção e foi igualmente a Câmara Municipal que avalisou um empréstimo de 5.000.000,00 € na C.G.D. pagável em 20 anos. É óbvio que os encargos com amortizações e juros seriam suportados pelo Município uma vez que a Empresa Municipal não disporia de receitas próprias. Mais tarde, o então Presidente da Campomayor XXI com o aval do também então Presidente do Município, resolveram propor à Assembleia Municipal, a criação de uma parceria público privada, que por escritura público passou a denominar-se Campiscinas S.A., sedo 51% do seu capital subscrito pela MGR e os restantes 49% pela Campomayor XXI, o que pressuporia a divisão dos encargos!
Entretanto, como já expliquei detalhadamente no meu último artigo, a Piscina foi construída pelo sócio maioritário “MGR”, residindo nesta adjudicação inúmeras ilegalidades como será explicado mais adiante.
Apesar das explicações dadas pelo Senhor Presidente, na última sessão da Assembleia Municipal, celebrada no dia 6 de Maio, o grupo o PS, fez uma intervenção antes da ordem do ia, em foi dado a conhecer os verdadeiros motivos dos impasses porque passou este equipamento.
O actual Executivo, apesar de muitos Campomaiorenses discordarem, a Piscina foi um pesado legado, o que levou os novos Edis a solicitar uma auditoria às contas da Campomayor XXI e em reunião de 5 de Maio de ano em curso, o Jurista do Município, esclareceu o Executivo dos resultado da auditoria realizada pela Empresa Auditora KPMG & Associados, que lhe permite adiantar pelos documentos recolhidos que possibilitam identificar a existência de indícios de irregularidades graves, susceptíveis de integrar infracções criminais, nomeadamente os previstos para titulares de cargos públicos. Igualmente poder-se-ia adiantar a existência de irregularidades graves na contratação com a MGR; a previsão de valores incomportáveis; a falta de cumprimento de inúmeras obrigações contabilísticas; a admissão de 14 trabalhadores; o incumprimento da legislação aplicável na selecção do parceiro público-privado; a falta de fundamentação do relatório da comissão de análise das propostas para apreciação do mérito de escolha da proposta recebida; a inexistência do Visto do Tribunal de Contas para a celebração da parceria; a falta de fundamentação para os termos acordados o contrato de promessa de arrendamento celebrado com a Campiscinas S.A.; a falta de apresentação de fundamentação para o valor da venda do direito de superfície; a falta de suporte para transferência do Município e para os valores de proveitos reconhecidos pela Campomayor XXI. Face ao seu conteúdo o Executivo deliberou participar ao M.P. todas estas constatações.
Entretanto, o Grupo do PS na Assembleia Municipal justificou a razão porque não estavam reunidas as condições legais para a sua abertura, designadamente: Licença de Utilização; Falta da certificação energética do edifício, a certificação das instalações eléctricas e de telefone, da rede de gás, o plano de segurança do edifício, entre outras. Segundo o Deputado Municipal, em finais de Outubro de 2009, o complexo de Piscinas estava fechado e era uma obra inacabada, já com sinais de degradação na estrutura, face à ausência de energia eléctrica, que não permitia a ventilação do espaço.
Outros do motivos invocados na A.M., foi o aspecto financeiro, os compromissos bancários não foram respeitados e encontravam-se vencidos. Entre 2008 e 2009, foram apenas liquidados 218 mil euros dos 900 mil em dívida.
Perante esta situação, o Executivo teve que encetar conversações com a entidade bancária e o parceiro privado. Conseguiu fazer com que este renunciasse a participações no negócio através das empresas participadas.
Ao cabo de imenso trabalho, o Executivo consegui renegociar o empréstimo tendo-se elaborado um novo acordo, que permite manter, dentro do possível, o normal funcionamento do Município.
O empréstimo inicial de 20 anos, que comprometia os cofres do Município, a pagar durante 18 desses 20 anos, 428.600,00 euros para amortizar a dívida, representavam para a C.M., através dos encargos com as piscinas cobertas, 10% das transferências anual que o Município recebe do Estado. Ainda, segundo o Deputado Municipal do PS, o empréstimo entretanto renegociado, estende-se agora, por 30 anos, com condições mais favoráveis, para garantir a abertura consciente do Complexo, sem comprometer em demasia a liquidez do Município.
Em resumo, as Piscinas não vão custar só 4.500.000,00 € aos campomaiorenses, vão custar mais de 8.000.000,00 €.
Eram estas as respostas que deveriam ter sido dada a todos os Munícipes, para bem da transparência a que os Eleitos estão obrigados. Esta explicação levará a que sejam retiradas as ilações necessárias para que possamos ajuizar o comportamento dos Edis que formaram o anterior Executivo.
Siripipi-alentejano
sábado, 7 de maio de 2011
Siripipi-Aniversário
SIRIPIPI faz hoje 3 anos de existência
Às 18H18 do dia 7 de Maio de 2008, na Blogosfera surgiu pela primeira vez o Siripipi-alentejano e hoje vou recordar parte do seu primeiro Post intitulado “Nasci hoje” que rezava assim: - “As novas tecnologias permitem que num ápice possamos estar no Mundo inteiro. O meu Blogue, hoje criado, vai dedicar-se a transmitir a realidade, os anseios e as necessidades da minha terra – Campo Maior. Aqui irá surgir um fórum de debate, irei analisar o que está bem e o que está mal. Tudo será feito numa perspectiva de análise construtiva. Campo Maior merece sair do marasmo em que se encontra, é pena vermos outros concelhos limítrofes progredirem e nós estamos estagnados quando somos a entrada e saída da Europa. O nosso Município, infelizmente, não soube aproveitar os fundos da União Europeia, somos dos Concelhos que menos projectos candidatamos….”.
Durante estes 3 anos de existência procurei ser fiel ao que me propus, escrevi mais de 150 artigos de opinião sobre os mais diversos assuntos e mereci, da parte dos mais 26.000 visitantes, muitos elogios e centenas de comentários e pedidos de esclarecimentos.
A todos deixei a minha palavra amiga e aos detractores do meu trabalho, procurei com alguma paciência demonstrar-lhes que estavam enganados, poucas vezes utilizei o famigerado lápis azul e se o fiz é porque através do anonimato, num acto de pura cobardia e sem darem a cara, queriam atingir Campomaiorenses que tudo têm feito para que Campo Maior seja cada vez maior.
O Siripipi-alentejano nunca alinhará nesses conluios, continuará como na primeira a hora seguindo o seu lema, dissertando sobre: “Campo Maior de ontem e de hoje. Análise e discussão de politicas locais. Os seus anseios, os seus encantos e desencantos. Um local de debate de opinião e de crítica construtiva.”
Neste dia de aniversário, o Siripipi-alentejano agradece a todos os que passaram pelas suas páginas, reiterando o seu desejo de continuar, com a necessária lucidez e isenção, a debater e a opinar sobre a realidade da nossa Terra.
Bem Haja…
Campo Maior, 7 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
Às 18H18 do dia 7 de Maio de 2008, na Blogosfera surgiu pela primeira vez o Siripipi-alentejano e hoje vou recordar parte do seu primeiro Post intitulado “Nasci hoje” que rezava assim: - “As novas tecnologias permitem que num ápice possamos estar no Mundo inteiro. O meu Blogue, hoje criado, vai dedicar-se a transmitir a realidade, os anseios e as necessidades da minha terra – Campo Maior. Aqui irá surgir um fórum de debate, irei analisar o que está bem e o que está mal. Tudo será feito numa perspectiva de análise construtiva. Campo Maior merece sair do marasmo em que se encontra, é pena vermos outros concelhos limítrofes progredirem e nós estamos estagnados quando somos a entrada e saída da Europa. O nosso Município, infelizmente, não soube aproveitar os fundos da União Europeia, somos dos Concelhos que menos projectos candidatamos….”.
Durante estes 3 anos de existência procurei ser fiel ao que me propus, escrevi mais de 150 artigos de opinião sobre os mais diversos assuntos e mereci, da parte dos mais 26.000 visitantes, muitos elogios e centenas de comentários e pedidos de esclarecimentos.
A todos deixei a minha palavra amiga e aos detractores do meu trabalho, procurei com alguma paciência demonstrar-lhes que estavam enganados, poucas vezes utilizei o famigerado lápis azul e se o fiz é porque através do anonimato, num acto de pura cobardia e sem darem a cara, queriam atingir Campomaiorenses que tudo têm feito para que Campo Maior seja cada vez maior.
O Siripipi-alentejano nunca alinhará nesses conluios, continuará como na primeira a hora seguindo o seu lema, dissertando sobre: “Campo Maior de ontem e de hoje. Análise e discussão de politicas locais. Os seus anseios, os seus encantos e desencantos. Um local de debate de opinião e de crítica construtiva.”
Neste dia de aniversário, o Siripipi-alentejano agradece a todos os que passaram pelas suas páginas, reiterando o seu desejo de continuar, com a necessária lucidez e isenção, a debater e a opinar sobre a realidade da nossa Terra.
Bem Haja…
Campo Maior, 7 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
quarta-feira, 4 de maio de 2011
EXECUÇÃO ORÇAMENTAL...da Utopia à Realidade
No passado dia 29 de Abril, a Assembleia Municipal aprovou as Contas de Gerência de 2010. Face ao Orçamento aprovado para 2010, no valor global de 18.847.904,00 € (o 1º do Mandato deste Executivo), era aguardado com alguma expectativa esta Prestação de Contas para se saber ao certo qual a sua execução.
Num Post que escrevi sobre o tema, alertei os novos Autarcas que a preparação desse documento obedecia a um conjunto de princípios orçamentais e contabilísticos, bem como a regras provisionais, nos termos do que está estabelecido na Lei das Finanças Locais e do POCAL.
Na análise que fiz, conclui que o Executivo tinha como objectivo principal, implementar o seu Programa Eleitoral, o que seria IDEAL caso houvesse dinheiro, um Orçamento Plurianual com distribuição dos investimentos por fases, seria o mais viável.
Num Orçamento não se pode, nem se deve, criar receitas (empoladas) para cobrir despesas, esses Orçamentos não cumprem os Princípios Orçamentais definidos na Lei, igualmente não podemos esquecer que a maior parte do Financiamento Municipal são as Receitas da Lei das Finanças Locais e dos Impostos Directos e essas verbas não têm sofrido qualquer acréscimo desde 2006.
Passando aos factos reais – A Conta de Gerência de 2010 apresenta-nos os seguintes números: Total das Receitas, incluindo Saldo do anterior (351.378,36 €); Op. de Tesouraria (570.786,96 €) é de 8.445.084,34 €, sendo (5.680.155,34€ de Receitas Correntes) e (1.842.763,68 de Receitas de Capital), a que corresponde o seguinte grau de execução orçamental de 44%. A execução de Receitas Correntes foi 47% e 26% nas Receitas de Capital.
O Total da Despesa paga em 2010 foi de 7.580.287,64 €, sendo as Despesas Correntes de 6.798.093,08 e as Despesas de Capital no valor total de 782.194,55, a estes valores corresponde à seguinte taxa de execução: Correntes (57 %) e Capitais (11%)
Na despesa paga pode verificar-se que as receitas de Capital financiaram as despesas Correntes em mais de 1.000.000,00 €, já que as despesas Correntes foram superiores às Receitas em igual valor.
Não sendo minha intenção criticar o poder de decisão do nosso Executivo, resta-me confirmar o que diversas vezes escrevi “Não se podem fazer omeletas sem ovos”, aquele Orçamento é fruto da pesada herança que recebeu, da falta de projectos em carteira e candidatados, bem como da falta de experiência e da vontade em mostrar trabalho, o que é de louvar.
Em matéria de Despesas Correntes (7.580.287,64 €) importa referir que a maioria do bolo é aplicado em Despesas com o Pessoal (4.133.951,68) e em Aquisição de Bens e Serviços - Despesas de Funcionamento (2.046.745,38 €) ou seja 54% e 27% respectivamente e nas Despesas de Capital (782.194,56 €) a Aquisição de Bens de Investimento cifrou-se nos 649.787,04.
Finalmente vou indicar a proveniência de toda a receita (7.522.919,02 €), do Estado e de outras Entidades Públicas foram recebidos no ano de 2010
6.220.134,50 € e 1.302.784,52 € é valor das Receitas Próprias cobradas pelo Município.
Pelos dados referidos, o nosso Município está dependente das Receitas do Poder Central e das verbas da União Europeia quando existam projectos aprovados, no ano em análise a verba recebida de Projectos Co-Financiado foi de 133.307,68, o que prova que não existiam projectos de candidatura aprovados.
Apesar do sacrifício e das carências encontradas cumpriram-se a maioria dos compromissos assumidos e não cumpridos, todavia, há compromisso a curto prazo no valor de 2.036.122,23 € que têm que transitar para 2011.
Tal como comecei, termino dizendo, quer se queira ou não ninguém pode fazer omeletas sem ovos, o mesmo se aplica numa boa gestão Autárquica.
Campo Maior, 4 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
Num Post que escrevi sobre o tema, alertei os novos Autarcas que a preparação desse documento obedecia a um conjunto de princípios orçamentais e contabilísticos, bem como a regras provisionais, nos termos do que está estabelecido na Lei das Finanças Locais e do POCAL.
Na análise que fiz, conclui que o Executivo tinha como objectivo principal, implementar o seu Programa Eleitoral, o que seria IDEAL caso houvesse dinheiro, um Orçamento Plurianual com distribuição dos investimentos por fases, seria o mais viável.
Num Orçamento não se pode, nem se deve, criar receitas (empoladas) para cobrir despesas, esses Orçamentos não cumprem os Princípios Orçamentais definidos na Lei, igualmente não podemos esquecer que a maior parte do Financiamento Municipal são as Receitas da Lei das Finanças Locais e dos Impostos Directos e essas verbas não têm sofrido qualquer acréscimo desde 2006.
Passando aos factos reais – A Conta de Gerência de 2010 apresenta-nos os seguintes números: Total das Receitas, incluindo Saldo do anterior (351.378,36 €); Op. de Tesouraria (570.786,96 €) é de 8.445.084,34 €, sendo (5.680.155,34€ de Receitas Correntes) e (1.842.763,68 de Receitas de Capital), a que corresponde o seguinte grau de execução orçamental de 44%. A execução de Receitas Correntes foi 47% e 26% nas Receitas de Capital.
O Total da Despesa paga em 2010 foi de 7.580.287,64 €, sendo as Despesas Correntes de 6.798.093,08 e as Despesas de Capital no valor total de 782.194,55, a estes valores corresponde à seguinte taxa de execução: Correntes (57 %) e Capitais (11%)
Na despesa paga pode verificar-se que as receitas de Capital financiaram as despesas Correntes em mais de 1.000.000,00 €, já que as despesas Correntes foram superiores às Receitas em igual valor.
Não sendo minha intenção criticar o poder de decisão do nosso Executivo, resta-me confirmar o que diversas vezes escrevi “Não se podem fazer omeletas sem ovos”, aquele Orçamento é fruto da pesada herança que recebeu, da falta de projectos em carteira e candidatados, bem como da falta de experiência e da vontade em mostrar trabalho, o que é de louvar.
Em matéria de Despesas Correntes (7.580.287,64 €) importa referir que a maioria do bolo é aplicado em Despesas com o Pessoal (4.133.951,68) e em Aquisição de Bens e Serviços - Despesas de Funcionamento (2.046.745,38 €) ou seja 54% e 27% respectivamente e nas Despesas de Capital (782.194,56 €) a Aquisição de Bens de Investimento cifrou-se nos 649.787,04.
Finalmente vou indicar a proveniência de toda a receita (7.522.919,02 €), do Estado e de outras Entidades Públicas foram recebidos no ano de 2010
6.220.134,50 € e 1.302.784,52 € é valor das Receitas Próprias cobradas pelo Município.
Pelos dados referidos, o nosso Município está dependente das Receitas do Poder Central e das verbas da União Europeia quando existam projectos aprovados, no ano em análise a verba recebida de Projectos Co-Financiado foi de 133.307,68, o que prova que não existiam projectos de candidatura aprovados.
Apesar do sacrifício e das carências encontradas cumpriram-se a maioria dos compromissos assumidos e não cumpridos, todavia, há compromisso a curto prazo no valor de 2.036.122,23 € que têm que transitar para 2011.
Tal como comecei, termino dizendo, quer se queira ou não ninguém pode fazer omeletas sem ovos, o mesmo se aplica numa boa gestão Autárquica.
Campo Maior, 4 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
domingo, 10 de abril de 2011
ALELUIA...Finalmente a Piscina da Fonte Nova vai abrir!...
A Quaresma, no calendário Eclesiástico, significa tempo de reflexão e de alegria, comemora-se a ressurreição de Jesus, é um facto histórico de enormíssimo relevo para os Católicos. O acontecimento que vai ter lugar no próximo Sábado dia 16 de Abril, uma semana antes do Domingo de Páscoa, permite aos Campomaiorenses pela primeira vez, oficialmente, poderem usufruir de um equipamento inaugurado há quase dois anos (28/06/2009) a tão afamada PISCINA da Fonte Nova. Apesar da Entidade Gestora “Campomayor XXI” ainda não ter divulgado este acontecimento, a verdade é que as vozes do nosso Povo a indicam como certa, por isso devemo-nos congratular por esta dádiva da Quaresma, os Campomaiorenses podem ir descansados para a Festa da Enxara e no regresso, deleitarem-se com as águas tépidas e os jacuzzis de tão importante equipamento urbano. Lamentavelmente, ao longo destes quase dois, o Povo continua sem saber as razões do seu encerramento, o custo total deste investimento e o valor suportado por cada um dos sócios da Empresa CAMPISCINAS S.A. É do domínio público que esta Empresa é constituída pela Empresa Municipal “Campomayor XXI” (49%) e pela MGR (51%), que além sócia foi igualmente a construtora do equipamento, adjudicada por ajuste directo, sem concurso e sem visto do Tribunal de Contas pelo valor de 3.450.000,00 €. Importa ainda referir que no ano de 2007, a Câmara deliberou por maioria, aprovar a minuta da carta de conforto para a concessão pela CGD, de um empréstimo de 4.250.000,00 € à Campesinas S.A. para financiamento das Piscinas e respectivas infra-estruturas. Também não é menos verdade que o actual Executivo Municipal, resolveu e muito bem, encomendar a uma Empresa da especialidade, a realização de uma auditoria. O relatório proferido foi analisado por um Consultor Jurídico e a Câmara face ao perecer emitido (indícios de irregularidades graves susceptíveis integrar infracções criminais), deliberou por maioria, participar estes factos ao M.P. A decisão que vier a ser tomada pelo M.P. irá demorar o seu tempo, no entanto esse facto não poderia ser tomado como uma justificação para que Piscina estivesse encerrada ao Público desde a sua inauguração. A verdade é que finalmente a Piscina da Fonte Nova vai abrir sem que tenha sido dada uma explicação plausível, essa explicação é um dever que obriga o Município e é um direito que nos assiste como Campomaiorenses face à transparência das decisões que obrigam quem detém o Poder. A abertura da Piscina é uma dádiva da Quaresma….ALELUIA… Siripipi-alentejano
quinta-feira, 31 de março de 2011
BASTA...É Tempo de Agir!
Não há muito tempo que escrevi sobre a “Insegurança em Campo Maior” e hoje, como cidadão livre de um País que se diz Democrático, quero exercer um direito que me assiste, manifestar o meu desagrado e apelar ao bom senso dos meus conterrâneos e dos que detêm o poder, para que de uma vez por todas erradiquem da nossa Terra, os inimigos do alheio, os que recebendo todos os subsídios (reintegração e rendimento mínimo) sem nunca terem trabalhado e roubando indiscriminadamente, vivem muito melhor dos que sempre pagaram os seus Impostos e auferem salários baixos ou reformas de miséria. Como é possível, apesar das denúncias quase diárias, se mantenha esta situação, os habitantes do CONDOMÍNIO DO MÁRTIR SANTO, que não é mais do que um GUETO, continuam a devanear-se a seu belo prazer e até os Campomaiorenses seus vizinhos são os primeiros a sentir a sua acção devastadora, continuando imunes, impávidos e serenos. A última semana foi fértil, os roubos, assaltos e intromissão em casas alheias foi o dia-a-dia, hoje já não podemos, como antigamente, ficar a porta aberta, pois estamos sujeitos a que um desses amigos do alheio entre por ali fora sem pedir autorização, há quem nas Portas da Vila tenha vivido uma dessas situação, igualmente um nosso conterrânea que habita junto do GUETO, ausente por intervenção cirúrgica, foi assaltado pelo telhado e para entrarem partiram a placa, o mesmo sucedeu numa oficina sita na Cerca, até os agricultores têm sido despojados de milhares de metros de fio de cobre que são queimados naquele Condomínio, como demonstra o fumo negro que dali sai. Os problemas criados pelos Cidadãos de Etnia Cigana ali residentes tem sido objecto de muitas queixas por parte das gentes que habitam naquela zona da Vila. A Câmara Municipal tem desenvolvido algumas acções junto do Governo para por cobro a tais situações, todavia, nada foi feito e cada vez vai sendo pior. Esses Cidadãos gozam, nos termos constitucionais, dos mesmos direitos e deveres que os restantes e como tal dever-se-iam integrar na sociedade, respeitando as regras que nos estão impostas, infelizmente, isso não sucede porque continuam a fazer o que lhes apetece sem que as Autoridades exerçam o seu poder. É tempo de todos os Cidadãos serem tratados da mesma maneira, uma vez que as Leis se aplicam a todos ou será que essas Autoridades têm medo deles ou recebem ordens específicas? Porque é que um Cidadão que paga os seus Impostos, que cumpre as regras que lhe são impostas prevarica é punido e eles estacionam, conduzem sem carta, sem seguros e com carros degradados, não são fiscalizados e multados? Há um dado que não quero deixar de chamar a atenção do nosso Presidente da Câmara, porque será que em Arronches, Elvas, Borba, Vidigueira, Vila Viçosa não existem estes GUETOS? Os acampamentos foram proibidos e os cidadãos de Etnia Cigana que lá residem têm aí as suas origens e estão integrados na sociedade. A maioria desses Cidadãos aqui sediados vieram doutros Concelhos e fixaram-se aqui porque ninguém lhes faz mal, continuando imunes. É tempo dos Campomaioreses deixarem de ser um “Povo de Brandos Costumes”, de deixarem a passividade e unindo-se civicamente, manifestarem junto da Câmara Municipal a sua preocupação com a insegurança que se vive em Campo Maior e dizer em alto e bom som BASTA. Não se pretende que essa manifestação seja um acto xenófobo, mas sim um grito de alerta como precaução para situações piores que possam vir a acontecer. As Festas estão aí e há necessidade de proteger os milhares e milhares de visitantes que vão procurar Campo Maior e para tal é necessário desde já definir soluções urgentes para a erradicação dos residentes no Mártir Santo. Campo Maior, 31 de Março de 2011-03-31 Siripipi-alentejano
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