Desde 1976 que sou militante do PS e na Assembleia Municipal até ao final do último Mandato fui deputado Municipal, tendo igualmente desempenhado o cargo de Presidente daquele Órgão, na parte final do Mandato de Fernando Caraças.
Durante mais de 20 anos, com urbanidade e sentido de responsabilidade pelos Campomaiorenses, todos os Eleitos, independentemente da força que os elegeu, defenderam e pugnaram pelo desenvolvimento da nossa Terra. Nem sempre havia concordância, todavia, o bom senso imperava e a esmagadora maioria dos assuntos presentes para discussão, foram aprovados. Em primeiro lugar estavam os Campomaiorenses, o interesse partidário estava reservado para as suas elites.
Portugal vai ter eleições legislativas, os partidos políticos estão em pré-campanha e com demagogia ou sem ela, digladiam-se e acusam-se mutuamente com uma única finalidade, a cadeira do Poder.
A crise está instalada, o País está sem dinheiro à beira da banca rota, o PS na sua acção eleitoral acusa os Partidos da Oposição por não terem aprovado o PEC IV e serem os responsáveis pela TROIKA. Os partidos da Esquerda dizem que os culpados são o PS/PSD e CDS, e o PSD e CDS querem responsabilizar unicamente o PS, como se eles não tivessem viabilizado os OE, ou melhor “querem fugir com o rabo da seringa”.
Todo este chorrilho de ataques e defesas prejudica somente o Povo Português, especialmente os mais pobres.
Esta introdução vem a propósito das eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho, os representantes que os Partidos Políticos nos impigem, vão-nos visitar, dar abraços e beijos, vão prometer mundos e fundos, mas depois de Eleitos borrifam-se naqueles que os elegeram.
É aqui que reside, na minha opinião, um erro de lesa pátria, na escolha dos representantes de cada Distrito, no caso de Portalegre só são eleitos 2 Deputados e ultimamente têm recaído em eleitos do PS e PSD.
A forma como são indicados os candidatos a Deputados depende dos Estatutos de cada Partido, no caso do PS o Estatuto (art. 91) diz que compete à Comissão Politica da Federação aprovar a constituição da lista com a observância dos critérios objectivos a C.P. Nacional. Diz ainda que tendo em conta a dimensão do círculo eleitoral, a CPN pode designar candidatos, indicando o seu lugar, essa indicação não pode exceder 30% do número de deputados eleitos pelo círculo.
Miranda Calha que foi sempre a 1ª escolha da Federação, só aparecia em altura de eleições e muito poucas vezes entreviu no Plenário na apresentação de assunto deste Distrito ou em defesa do mesmo, na minha opinião, ao longo dos anos tornou-se um Velho do Restelo, deixando as defesas dos nossos interesses ao Deputado eleito pelo PSD e nalgumas vezes foi o Deputado do PCP, João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora que defendeu os interesses dos doentes do Distrito, sujeitos a tratamento de hemodiálise, que eram tratados no antigo Sanatório em condições desumanas, foi a sua intervenção que despoletou a construção de 2 novos Centros já em funcionamento.
Coube ontem a Campo Maior conhecer a lista dos seus candidatos, não estive presente porque entendo que o candidato que encabeça a lista, natural das Caldas da Rainha e que tem desempenhado as funções de Secretário de Estado é-nos imposto pela Comissão Politica Nacional, como se no nosso Distrito, entre mais de 80.000 habitantes não houvesse ninguém capaz de desempenhar essa função! Poder-me-ão dizer que o segundo, terceiro e restantes são do Distrito, é argumento que não partilho uma vez que, infelizmente, o PS só irá eleger o 1º da Lista. Posso ainda questionar, por acaso o Candidato indigitado conhece todo o Distrito? Conhecerá os Problemas da Insegurança, de Pobreza, de Exclusão Social, de Desemprego? Certamente que não, para estar dentro deles não é a pré-campanha e os comícios que o vão elucidar, para isso é necessário estar no terreno, conhecer as pessoas e visualizá-los in loco.
São estas e outras atitudes que me levam a falar do meu partido, mas o PS é dos poucos partidos que reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, é com base neste direito e com o respeito que me merece as decisões democraticamente tomadas, que proferi esta confissão.
Será que o que é nossa não presta ou então “Santos da casa não faz Milagres” Infelizmente iremos ter que viver com que nos impõem, quer para a resolução da crise, quer na política distrital.
Campo Maior, 18 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano
Durante mais de 20 anos, com urbanidade e sentido de responsabilidade pelos Campomaiorenses, todos os Eleitos, independentemente da força que os elegeu, defenderam e pugnaram pelo desenvolvimento da nossa Terra. Nem sempre havia concordância, todavia, o bom senso imperava e a esmagadora maioria dos assuntos presentes para discussão, foram aprovados. Em primeiro lugar estavam os Campomaiorenses, o interesse partidário estava reservado para as suas elites.
Portugal vai ter eleições legislativas, os partidos políticos estão em pré-campanha e com demagogia ou sem ela, digladiam-se e acusam-se mutuamente com uma única finalidade, a cadeira do Poder.
A crise está instalada, o País está sem dinheiro à beira da banca rota, o PS na sua acção eleitoral acusa os Partidos da Oposição por não terem aprovado o PEC IV e serem os responsáveis pela TROIKA. Os partidos da Esquerda dizem que os culpados são o PS/PSD e CDS, e o PSD e CDS querem responsabilizar unicamente o PS, como se eles não tivessem viabilizado os OE, ou melhor “querem fugir com o rabo da seringa”.
Todo este chorrilho de ataques e defesas prejudica somente o Povo Português, especialmente os mais pobres.
Esta introdução vem a propósito das eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho, os representantes que os Partidos Políticos nos impigem, vão-nos visitar, dar abraços e beijos, vão prometer mundos e fundos, mas depois de Eleitos borrifam-se naqueles que os elegeram.
É aqui que reside, na minha opinião, um erro de lesa pátria, na escolha dos representantes de cada Distrito, no caso de Portalegre só são eleitos 2 Deputados e ultimamente têm recaído em eleitos do PS e PSD.
A forma como são indicados os candidatos a Deputados depende dos Estatutos de cada Partido, no caso do PS o Estatuto (art. 91) diz que compete à Comissão Politica da Federação aprovar a constituição da lista com a observância dos critérios objectivos a C.P. Nacional. Diz ainda que tendo em conta a dimensão do círculo eleitoral, a CPN pode designar candidatos, indicando o seu lugar, essa indicação não pode exceder 30% do número de deputados eleitos pelo círculo.
Miranda Calha que foi sempre a 1ª escolha da Federação, só aparecia em altura de eleições e muito poucas vezes entreviu no Plenário na apresentação de assunto deste Distrito ou em defesa do mesmo, na minha opinião, ao longo dos anos tornou-se um Velho do Restelo, deixando as defesas dos nossos interesses ao Deputado eleito pelo PSD e nalgumas vezes foi o Deputado do PCP, João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora que defendeu os interesses dos doentes do Distrito, sujeitos a tratamento de hemodiálise, que eram tratados no antigo Sanatório em condições desumanas, foi a sua intervenção que despoletou a construção de 2 novos Centros já em funcionamento.
Coube ontem a Campo Maior conhecer a lista dos seus candidatos, não estive presente porque entendo que o candidato que encabeça a lista, natural das Caldas da Rainha e que tem desempenhado as funções de Secretário de Estado é-nos imposto pela Comissão Politica Nacional, como se no nosso Distrito, entre mais de 80.000 habitantes não houvesse ninguém capaz de desempenhar essa função! Poder-me-ão dizer que o segundo, terceiro e restantes são do Distrito, é argumento que não partilho uma vez que, infelizmente, o PS só irá eleger o 1º da Lista. Posso ainda questionar, por acaso o Candidato indigitado conhece todo o Distrito? Conhecerá os Problemas da Insegurança, de Pobreza, de Exclusão Social, de Desemprego? Certamente que não, para estar dentro deles não é a pré-campanha e os comícios que o vão elucidar, para isso é necessário estar no terreno, conhecer as pessoas e visualizá-los in loco.
São estas e outras atitudes que me levam a falar do meu partido, mas o PS é dos poucos partidos que reconhece aos seus membros liberdade de crítica e de opinião, é com base neste direito e com o respeito que me merece as decisões democraticamente tomadas, que proferi esta confissão.
Será que o que é nossa não presta ou então “Santos da casa não faz Milagres” Infelizmente iremos ter que viver com que nos impõem, quer para a resolução da crise, quer na política distrital.
Campo Maior, 18 de Maio de 2011
Siripipi-alentejano