sexta-feira, 1 de novembro de 2013

GREVE É UM DIREITO CONSTITUCIONAL


Há dias a Deputada Isabel Moreira, a propósito da frase proferida por Paulo Portas (“os pobres não se manifestam”, escrevia: “pois não, são bem comportados, obedientes, comem pão e não desejam mais da vida, não participam na democracia, não sabem revoltar-se, é isto? toda uma visão que, pelos vistos para alguns, durou mais do que a ditadura”.
Os Portugueses, face às políticas implementadas pelos atuais Governantes, que cortam vencimentos, que despedem funcionários públicos, que querem acabar com o estado social, que querem privatizar a saúde e a educação, que nos conduziram para o limiar da pobreza e que nos tornaram subservientes das elites europeias, fizeram deste País de vários séculos, os parentes pobres da europa.
Os pobres são aqueles que vivem sem esperança de dias melhores e que vêm as suas famílias destroçadas por políticas insensíveis à dor das Mães ao verem os filhos partirem para a Escola sem nada para comer, ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar. A angústia destas Mães faz com que todos nos morramos de tristeza.
É essa mesma tristeza que invade os homens e as mulheres que os revoltam, quando não conseguem trabalho para acorrer aos problemas de seus lares ou quando os patrões os subestimam no seu trabalho, tratando-os desumanamente à custa de parcos salários e muito trabalho.
Estes e outros problemas sociais podem e devem ser combatidos, há direitos fundamentais consignados na nossa Constituição que devem ser exercidos, como forma de luta e de reivindicação na obtenção e resolução dos seus problemas.
Os cidadãos gozam de direitos, liberdades e garantias de participação política, designadamente o direito na participação na vida pública, o direito ao trabalho, o direito à segurança no emprego, o direito de manifestação e à greve, entre outros.
A situação crítica que se vive, a recessão que nos tem sido imposta e o esbulho que vai ser incluído no Orçamento do Estado para 2014 em discussão, vai tornar a vida dos Portugueses ainda mais difícil, com mais desemprego, com os pobres a tornarem-se mais pobres e com os ricos cada vez mais ricos.
È aqui que os nossos direitos (Manifestações e Greves) devem ser implementados como forma de contradizer o que o Governo enuncia, fazendo crer que se vive em harmonia, numa perspetiva de franco progresso face aos ténues sinais da economia.
As manifestações e as greves que têm surgido são a prova de que o Povo tem voz, sentimentos, dignidade e vontade de demonstrar ao Paulinho das Feiras e seus acólitos, que estão lutando pelos seus direitos.
Todos os cidadãos têm o direito ao trabalho e incumbe ao Estado, através de planos de políticas económicas e sociais, garantir o direito ao trabalho. Quando o Estado entrar em incumprimento, o nosso dever é manifestarmo-nos ordeiramente, exercendo os direitos que nos estão consignados na Constituição, que infelizmente os Partidos do Poder pretendem esquecer para fazerem valer os seus obscuros objetivos, presente nas suas mentes “os pobres não se manifestam”.
Siripipi-Alentejano

1 comentário:

GARCIA GORDO JOAQUIM JOSÉ disse...

a falar a verdade, ninguém tem nada para dizer, já vi que os portugueses não querem pessoas serias na politica, por isso estão a pagar bem caro a factura, é o que merecem.. um abraço amigo